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Diferença entre tomografia e ressonância magnética
A resposta
A diferença está no método: a tomografia usa raios X para montar imagens em cortes, e a ressonância magnética usa campo magnético forte e ondas de rádio, sem radiação ionizante. Por isso mudam a duração do exame, o barulho, os cuidados com metal no corpo e o tipo de contraste. O ultrassom é um terceiro método, que forma a imagem com ondas sonoras.
Como a tomografia forma a imagem
O tomógrafo tem um tubo de raios X e uma fileira de detectores montados num anel, o gantry. Segundo o capítulo de tomografia do e-book de educação em radiologia traduzido pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), a imagem segue o mesmo princípio da radiografia comum, com uma diferença: o tubo gira em torno do paciente enquanto a mesa atravessa o anel, e o computador reconstrói os cortes. Na aquisição helicoidal, o exame de uma região pode ser feito durante uma única respiração presa.
Por usar raios X, a tomografia expõe o paciente à radiação ionizante. A RDC nº 611/2022 da Anvisa obriga os serviços a seguir os princípios da justificação, da otimização, da limitação da dose e da prevenção de acidentes, para que a exposição seja a mínima necessária para uma imagem de qualidade. É por isso que o exame só é feito com pedido de profissional habilitado.
O preparo costuma ser simples. O protocolo do HC-UFG informa que a tomografia não exige jejum, mesmo com contraste intravenoso, com base na posição do Colégio Americano de Radiologia; a exceção são os exames com sedação ou anestesia, que seguem o protocolo anestésico. Outros serviços podem ter regras diferentes, e a confirmação é com o local do exame. Veja o exemplo da tomografia de crânio.
Como a ressonância forma a imagem
O aparelho de ressonância tem três partes principais, segundo o capítulo de ressonância do mesmo e-book: um ímã supercondutor que cria o campo magnético principal, em geral de 1,5 ou 3 tesla; bobinas de gradiente, que localizam o sinal no espaço; e bobinas de radiofrequência, que funcionam como antenas. O sinal vem principalmente dos prótons de hidrogênio da água dos tecidos, e a imagem retrata como essa água se distribui no corpo.
O exame é barulhento. As bobinas de gradiente vibram durante a aquisição, e o e-book situa o ruído da ressonância perto de 130 decibéis, acima do de um show ou boate, por isso o paciente usa proteção auditiva. O túnel tem, em geral, de 60 a 70 centímetros de diâmetro. O IPSEMG descreve o exame como indolor e não invasivo, com o paciente imóvel, observado o tempo todo e com uma campainha na mão para chamar a equipe.
O ímã fica sempre ligado. Objetos com ferro, níquel ou cobalto podem ser puxados com força pelo campo, o chamado efeito míssil, e implantes metálicos precisam ser avaliados antes. O procedimento do HC-UFTM traz uma lista longa de dispositivos: alguns são compatíveis, como próteses articulares e DIU, e outros exigem documentação ou impedem o exame, como certos marca-passos. A duração, segundo o mesmo documento, varia entre 20 e 40 minutos por região. Um exemplo é a ressonância magnética da coluna lombar.
O que cada método costuma mostrar
O e-book do CBR lista entre as vantagens da ressonância o excelente contraste de partes moles, como ligamentos, tendões, músculos e as substâncias cinzenta e branca do cérebro, além de imagens funcionais. Entre as desvantagens, estão as restrições a implantes, o desconforto para quem tem claustrofobia, a duração maior, o barulho e o custo mais alto que o da tomografia e do raio X.
Na prática, a escolha depende da pergunta clínica. O protocolo do HC-UFTM, por exemplo, registra a tomografia como o exame de escolha para a maioria das doenças pulmonares e a ressonância como exame de escolha para doenças pélvicas. Quem escolhe o método é o médico que pede o exame, e o radiologista pode sugerir ajuste de protocolo. Este site não compara qual exame é adequado para cada pessoa.
Contraste: iodo na tomografia, gadolínio na ressonância
Os dois exames podem ser feitos com ou sem contraste, e os contrastes são diferentes. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), os mais usados são o iodado, na tomografia, e os compostos de gadolínio, na ressonância. As diretrizes do CBR para contraste intravenoso descrevem reações adversas agudas pouco frequentes com os dois tipos, mais frequentes com o iodado, e exigem que todo contraste seja prescrito e que a decisão seja registrada antes da injeção.
Antes de um exame contrastado, os serviços costumam aplicar um questionário sobre reações anteriores, asma, doença renal e outros pontos, e alguns pedem uma dosagem recente de creatinina. Os detalhes estão em ressonância com contraste é perigoso? e em alergia a contraste.
Onde entra o ultrassom
O ultrassom não usa radiação nem campo magnético. Segundo o capítulo de ultrassonografia do e-book do CBR, cristais do transdutor transformam sinal elétrico em ondas sonoras de alta frequência, e os ecos que voltam dos tecidos viram imagem na tela. O efeito Doppler, usado em vários exames, mostra movimento, principalmente o fluxo de sangue nos vasos.
O mesmo capítulo lista como pontos fortes o baixo custo, a alta disponibilidade, a portabilidade, a segurança, a rapidez e o exame dinâmico, feito em tempo real. As limitações são a forte dependência de quem opera o aparelho e das condições do paciente, a dificuldade de reproduzir exatamente o mesmo exame e a má penetração no ar e nos ossos.
O preparo muda conforme a região. No protocolo do HUAB-UFRN, o ultrassom de abdome total de adultos pede jejum de pelo menos quatro horas e bexiga cheia, enquanto o transvaginal é feito com a bexiga vazia. Veja ultrassom abdominal total, o preparo para ultrassom abdominal total e o ultrassom transvaginal.
Quem pede, quem faz e quem assina o laudo
O exame é pedido pelo médico assistente, feito por técnico em radiologia ou por médico, e o laudo é do médico. A Lei nº 12.842/2013, que regula o exercício da Medicina, inclui entre as atividades privativas do médico a emissão de laudo dos exames de imagem. No IPSEMG, por exemplo, o relatório da ressonância é elaborado pelo médico radiologista.
Pelo plano de saúde, tomografia e ressonância são procedimentos do Rol da ANS com regras próprias de cobertura; veja o que é o rol da ANS e o que é diretriz de utilização. Quem tem medo de lugar fechado encontra as alternativas em claustrofobia na ressonância magnética.
- Tomografia: raios X, exame rápido, contraste iodado quando necessário.
- Ressonância: campo magnético e radiofrequência, sem radiação ionizante, exame mais longo e barulhento, contraste à base de gadolínio quando necessário, triagem de metal obrigatória.
- Ultrassom: ondas sonoras, sem radiação, exame em tempo real, resultado muito dependente de quem opera o aparelho.
Exames citados
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Dúvidas frequentes
Qual a diferença entre tomografia e ressonância?
A tomografia usa raios X e forma a imagem com um tubo que gira em torno do corpo. A ressonância usa um campo magnético forte e ondas de radiofrequência, sem radiação ionizante, e costuma durar mais e fazer mais barulho.
A ressonância magnética tem radiação?
Não tem radiação ionizante. O IPSEMG descreve o método como a combinação de um campo magnético forte com ondas de radiofrequência. O cuidado principal na ressonância é com metal no corpo e na roupa, porque o ímã fica sempre ligado.
Qual exame demora mais, tomografia ou ressonância?
A ressonância costuma demorar mais. O procedimento do HC-UFTM informa duração entre 20 e 40 minutos por região. Na tomografia, as imagens de uma região podem ser adquiridas durante uma única respiração presa.
Qual a diferença entre ultrassom, tomografia e ressonância?
O ultrassom forma a imagem com ondas sonoras e ecos, sem radiação, e é feito em tempo real. A tomografia usa raios X, e a ressonância usa campo magnético e radiofrequência. Cada método mostra melhor alguns tecidos, e a escolha é do médico que pede o exame.
Quem tem metal no corpo pode fazer ressonância?
Depende do material. O HC-UFTM lista dispositivos compatíveis, como próteses articulares e DIU, e outros que exigem documentação do fabricante ou impedem o exame. A avaliação é da equipe do serviço, com base nos documentos do implante.
Fontes e revisão
- e-Book Educação em Radiologia na Graduação, capítulo: Tomografia Computadorizada, Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), tradução do material da European Society of Radiology.
- e-Book Educação em Radiologia na Graduação, capítulo: Ressonância Magnética, Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), tradução do material da European Society of Radiology.
- e-Book Educação em Radiologia na Graduação, capítulo: Ultrassonografia, Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), tradução do material da European Society of Radiology.
- Diretrizes para o uso de meios de contraste intravenosos, Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR).
- Preparo para exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética, Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG/Ebserh).
- POP.HC-UFTM-UDIDE.002: diretrizes para solicitação e realização de ressonância magnética, Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM/Ebserh).
- Ressonância magnética: descrição e orientações para o exame, Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG).
- POP.UDIDE.079: orientações sobre indicação, preparo e realização dos exames de ultrassonografia, Hospital Universitário Ana Bezerra (HUAB-UFRN/Ebserh).
- É verdade que contraste pode causar anafilaxia?, Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).
- Lei nº 12.842, de 10 de julho de 2013: dispõe sobre o exercício da Medicina, Presidência da República, Planalto.
Última revisão em 28 de setembro de 2026. O conteúdo é revisado ao menos uma vez por ano e sempre que a fonte muda. Veja a política editorial e a fonte dos dados.