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TSH: preparo, cobertura e onde fazer

Por Redação do Exames Perto. Publicado em (revisão da mesma data).

O exame de TSH mede o hormônio tireoestimulante, o hormônio que estimula a tireoide a produzir os seus hormônios. No protocolo de hipotireoidismo da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, o TSH e o T4 livre são os exames da investigação, e o TSH é o usado para acompanhar o tratamento.

O mesmo protocolo municipal descreve o pedido do exame diante de sinais e sintomas sugestivos e em situações de risco, como idade acima dos 60 anos, bócio, tireoidectomia prévia, doenças autoimunes, gestação e uso de alguns remédios, como lítio e amiodarona; na gestação, a dosagem aparece no planejamento pré-concepcional ou no início do primeiro trimestre. Essas são recomendações de um protocolo público para profissionais: quem decide o pedido e lê o resultado é o médico.

O preparo, item a item

Jejum
O hospital universitário da UFCG considera aconselhável 4 horas de jejum para o TSH; o HU-USP pede no mínimo 3 horas para coletas de sangue em geral acima de 5 anos; a Prefeitura de Belo Horizonte não exige jejum para ele. Se o pedido traz glicemia ou colesterol, costuma valer o jejum mais longo.
Biotina e suplementos
Material da regional catarinense da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM-SC) explica que suplementos de biotina em dose alta, comuns para cabelo e unhas, podem interferir nos imunoensaios que usam o sistema biotina-estreptavidina e levar a um TSH falsamente baixo. A interferência depende do método de cada laboratório. O uso de biotina e de qualquer suplemento é informado no atendimento, e a conduta é combinada com o médico.
Medicamentos
Quem usa levotiroxina ou outro remédio para a tireoide informa o laboratório. O horário da dose no dia da coleta é combinado com quem prescreveu; o HU-USP orienta não interromper remédio sem ordem médica. Mais em posso tomar meu remédio antes do exame.
Água
Água pura é liberada durante o jejum nas instruções do HU-USP e da Prefeitura de Belo Horizonte.
O que levar
Documento com foto e o pedido médico. No HU-USP, criança vai com certidão de nascimento e o documento do responsável.
Mais sobre este preparo

Como é feito

A coleta é de sangue venoso, em geral na dobra do cotovelo, e leva poucos minutos, sem sedação nem contraste. O sangue vai para um tubo de soro, com ativador de coágulo e, muitas vezes, gel separador, que a SBPC/ML associa aos exames sorológicos, bioquímicos e de hormônios. A sensação costuma ser a de uma picada, e o local é comprimido por 1 a 2 minutos depois.

O TSH é medido por imunoensaio do tipo sanduíche, em que dois anticorpos se ligam ao hormônio. É nesse tipo de ensaio, quando usa o par biotina-estreptavidina, que o excesso de biotina no sangue reduz o sinal e produz resultado falsamente baixo, segundo a SBEM-SC. A mesma apresentação lembra que um ensaio sem biotina pode ser usado como alternativa, por isso informar o suplemento ao laboratório faz diferença.

O TSH também é medido no recém-nascido, no teste do pezinho: na correlação oficial entre o Rol da ANS e a tabela TUSS, o TSH neonatal aparece dentro do teste do pezinho ampliado. É um exame diferente da dosagem de TSH no sangue venoso de crianças maiores e adultos.

No protocolo da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, o TSH costuma ser repetido junto com T4 livre e anticorpos como o anti-TPO quando o médico precisa confirmar um achado. A escolha e a interpretação desses exames são do médico.

Prazo do resultado

Em geral, de 1 a 3 dias úteis; no hospital universitário da UFCG, o setor de imunologia e hormônios libera em até 30 horas. O prazo varia por unidade e por método.

Tipo de estabelecimento

Laboratório clínico ou posto de coleta, em geral sem agendamento; o horário de coleta segue a rotina de cada unidade.

Cobertura pelo plano

Consta no Rol da ANS

Versão consultada: RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026.

Segmentação em que a cobertura mínima se aplica: ambulatorial, hospitalar com obstetrícia, hospitalar sem obstetrícia e referência.

Termo no Rol: Hormônio tireoestimulante (TSH).

Para o TSH, a cobertura mínima definida pela ANS costuma se aplicar às segmentações ambulatorial, hospitalar com ou sem obstetrícia e referência. Na correlação oficial entre o Rol e a tabela TUSS, o item se liga ao código do TSH isolado, ao das provas de função tireoidiana (T3, T4, índices e TSH) e ao do teste do pezinho ampliado. A lógica da lista está em o Rol da ANS.

Não há diretriz de utilização da ANS para este exame. Cumprida a carência, a ANS fixa em 3 dias úteis o prazo máximo para a operadora garantir exame em laboratório de análises clínicas em regime ambulatorial, dentro da rede credenciada. A segmentação e a rede do seu plano são confirmadas com a operadora.

Fonte: Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS. Veja também o que é o Rol da ANS e o caminho quando o plano nega o exame.

Consta no Rol da ANS, RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026. Cobertura mínima obrigatória está sujeita à segmentação do plano, à carência e, quando houver, à diretriz de utilização. Consulte sua operadora.

Pelo SUS

Gratuito para o paciente

Pelo SUS, o exame é gratuito para o paciente. A tabela SIGTAP tem o procedimento DOSAGEM DE HORMONIO TIREOESTIMULANTE (TSH), entre os exames hormonais. O pedido costuma sair de uma consulta na UBS, que o Ministério da Saúde descreve como a principal porta de entrada do SUS, e a coleta de sangue está entre os procedimentos da Carteira de Serviços da Atenção Primária.

O protocolo de hipotireoidismo da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo descreve a investigação com TSH e T4 livre e o acompanhamento com TSH, e reserva ao especialista situações específicas, como o hipotireoidismo de causa central e o acompanhamento na gestação. O fluxo muda de município para município; o caminho geral está em como conseguir exame pelo SUS.

Como conseguir exame pelo SUS

Valor de referência de repasse do SIGTAP: R$ 8,96 (procedimento 02.02.06.025-0, DOSAGEM DE HORMONIO TIREOESTIMULANTE (TSH)), competência setembro de 2026. É o que o SUS repassa ao prestador que fez o exame, não um valor cobrado do paciente. O que é o valor do SIGTAP.

Onde fazer

Procurando a cidade mais próxima pela sua conexão...

Estabelecimentos de laboratório clínico do cadastro nacional (CNES), com endereço e telefone. O site não agenda: o contato é direto com a unidade, que confirma se faz o exame e qual preparo pede.

Outra cidade?

Exames relacionados

Dúvidas frequentes

TSH precisa de jejum?

Depende do laboratório. O hospital universitário da UFCG aconselha 4 horas, o HU-USP pede no mínimo 3 horas para coletas de sangue em geral e a Prefeitura de Belo Horizonte dispensa o jejum para o TSH.

Biotina atrapalha o exame de tireoide?

Pode atrapalhar. Segundo a SBEM-SC, a biotina em dose alta interfere nos imunoensaios que usam biotina-estreptavidina, com TSH falsamente baixo e T4 livre falsamente alto, conforme o método. O suplemento é informado ao laboratório e ao médico.

Posso tomar levotiroxina antes do exame de TSH?

O horário da dose no dia da coleta é combinado com o médico que prescreveu, e o uso do remédio é informado ao laboratório. O HU-USP orienta não interromper remédio sem ordem médica.

Quanto tempo demora o resultado do TSH?

Em geral, de 1 a 3 dias úteis; no hospital universitário da UFCG, a área de hormônios libera em até 30 horas. O prazo varia por laboratório.

O plano de saúde cobre o exame de TSH?

A cobertura mínima da ANS costuma se aplicar às segmentações ambulatorial, hospitalar e referência, sem diretriz de utilização. A operadora confirma a segmentação e a carência do seu contrato.

Tem exame de TSH pelo SUS?

Tem, gratuito, com código próprio na tabela SIGTAP. O pedido costuma sair de uma consulta na UBS, com a coleta na unidade ou no laboratório de referência do município.

Fontes e revisão

  1. Protocolo SUS: Hipotireoidismo, Prefeitura de São Paulo, Secretaria Municipal da Saúde.
  2. Interferência da biotina em testes de função tireoidiana, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Regional Santa Catarina (SBEM-SC).
  3. Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial para coleta de sangue venoso (2ª edição), Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML).
  4. Instrução de coleta IC BIO 001: sangue, procedimentos gerais, Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP).
  5. Manual de orientações de preparo para exames ambulatoriais (MA.UAD.004), Hospital Universitário Júlio Bandeira de Mello (HUJB-UFCG/Ebserh).
  6. Preparo para exames, Prefeitura de Belo Horizonte, Secretaria Municipal de Saúde.
  7. Atualização do Rol de Procedimentos, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
  8. Prazos para realização de consultas, exames, terapias e internações, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
  9. Carteira de Serviços da Atenção Primária à Saúde (CaSAPS): versão profissionais de saúde e gestores, Ministério da Saúde.

Última revisão em 28 de setembro de 2026. O conteúdo é revisado ao menos uma vez por ano e sempre que a fonte muda. Veja a política editorial e a fonte dos dados.