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Preparo de exames

Preparo para ressonância magnética

Por Redação do Exames Perto. Publicado em (revisão da mesma data).

A resposta

A ressonância magnética sem contraste, em geral, dispensa jejum; com contraste, parte dos serviços pede 4 horas, e a de abdome e a colangiorressonância costumam pedir jejum mesmo sem contraste. O ponto que não muda entre os serviços é a triagem de metal: marcapasso, implantes, clipes, fragmentos metálicos e objetos de metal são informados antes, porque o aparelho usa um campo magnético forte. Creatinina recente, orientação sobre remédios e sedação vêm por escrito do serviço onde o exame foi marcado.

Ressonância precisa de jejum?

Depende da região e do serviço, e as fontes públicas divergem. O preparo do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG) diz que a maioria das ressonâncias dispensa jejum, com exceção da ressonância de abdome superior, de abdome inferior e da colangiorressonância, que pedem 4 horas para reduzir artefatos na imagem. O procedimento do HC-UFTM, de 2025, pede jejum absoluto de 4 horas para abdome superior, colangiorressonância e enterorressonância, com dieta leve nas 24 horas anteriores nas duas últimas.

O contraste muda a regra em alguns lugares. O HC-UFPE dispensa jejum na ressonância sem contraste e pede 4 horas, de comida e de bebida, quando há contraste, ou 8 horas se o exame for de abdome ou colangiorressonância. Uma orientação do IPSEMG, de 2016, pede jejum absoluto de 4 horas, inclusive de água, para a ressonância em geral. Vale a regra escrita pelo serviço onde o exame será feito.

  • Sem contraste, fora do abdome: em geral sem jejum no HC-UFG, no HC-UFTM e no HC-UFPE.
  • Com contraste: 4 horas de comida e bebida no HC-UFPE.
  • Abdome e colangiorressonância: 4 horas no HC-UFG e no HC-UFTM; 8 horas com contraste no HC-UFPE.
  • Com sedação ou anestesia: jejum do protocolo anestésico, mais longo.

Metais, implantes e dispositivos

O campo magnético atrai objetos de metal e pode aquecer ou deslocar materiais implantados. Por isso o IPSEMG proíbe a entrada na sala com joias, grampos de cabelo, relógio, celular, moedas, cartões magnéticos, aparelho auditivo, prótese dentária metálica e aparelho ortodôntico removível, e o HC-UFTM pede roupas sem zíper, correntes, cintos ou sutiã com aro ou fecho metálico, além de retirar piercings e anéis de mega-hair.

Quem tem algo implantado informa na marcação e leva a documentação. O HC-UFTM exige, para marcapasso e desfibrilador, que o dispositivo seja totalmente compatível com ressonância, com documentação e contato com o cardiologista, e considera contraindicado o material metálico dentro do olho. O protocolo do HC-UFMG, com base em diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia, lista entre as situações que impedem o exame os marcapassos e desfibriladores não compatíveis, alguns clipes cerebrais, os implantes cocleares e os fragmentos metálicos nos olhos, e ressalva que há exceções, discutidas com o médico responsável pelo exame.

Muitos materiais são compatíveis. O HC-UFTM cita parafusos e placas de cirurgia ortopédica, próteses de joelho e de quadril, DIU e implante contraceptivo, entre outros, sempre identificados e avaliados antes. Stents e filtros de veia cava têm prazo mínimo desde o implante nesse mesmo procedimento. Quem não sabe o material do próprio implante leva o relatório da cirurgia: o IPSEMG pede relatório médico detalhando a natureza do material.

Ressonância com contraste

O contraste da ressonância é à base de gadolínio, aplicado na veia, e a necessidade dele é avaliada pelo radiologista, segundo o HC-UFTM. Como o gadolínio é eliminado pelos rins, os serviços conferem a função renal antes: o HC-UFPE pede o resultado de creatinina solicitado na marcação, e o HC-UFTM torna a creatinina obrigatória para pessoas com doença renal crônica, diabetes, hipertensão, idosos e internados, com validade de até 30 dias para pacientes de ambulatório.

O protocolo do HC-UFMG registra que, em pessoas em diálise ou com doença renal avançada, o uso de gadolínio exige critério, pelo risco de uma complicação rara chamada fibrose sistêmica nefrogênica. O IPSEMG lista asma e alergias graves como pontos de atenção no exame com contraste. Alguns serviços incluem no preparo com contraste medicamentos prescritos por escrito, com horário definido por eles, e orientação sobre remédios para diabetes; qualquer dúvida sobre isso é conversada com quem prescreveu e com o serviço de imagem, como explica pode tomar remédio antes do exame de sangue.

Cabelo, pele, tatuagem e maquiagem

O HC-UFTM pede cabelo seco no momento do exame e não recomenda a ressonância para quem fez tatuagem ou micropigmentação há menos de 1 mês, pelo risco de desconforto ou reação. O IPSEMG lista a mesma situação e pede para não usar maquiagem nem cremes no corpo no dia. Adesivos terapêuticos, como os de nicotina e os contraceptivos, aparecem na lista de itens compatíveis do HC-UFTM, desde que avaliados antes.

Claustrofobia, crianças e sedação

O exame exige ficar imóvel dentro de um túnel aberto nas duas pontas, com barulho alto. O HC-UFTM faz ressonância com anestesia para pessoas com claustrofobia, crianças com menos de 7 anos, pessoas agitadas ou desorientadas e quem não conseguiu fazer o exame sem anestesia, com avaliação pré-anestésica e acompanhante. Quem tem medo de lugares fechados avisa na marcação, e o serviço avalia a sedação.

Com sedação ou anestesia, o jejum muda. O HC-UFG adota pelo menos 8 horas para sólidos e deixa os líquidos claros a critério da anestesia, e o HC-UFTM pede 8 horas para líquidos e sólidos em adultos, com um pouco de água permitido até 3 horas antes. O HC-UFPE pede acompanhante para menores de 18 anos, idosos e exames com sedação. A lógica do jejum com sedação é a mesma de outros exames, como mostram preparo para endoscopia e pode beber água em jejum.

Gestação e amamentação

A gestante, ou quem suspeita de gravidez, informa o médico e a equipe no dia do exame. O HC-UFTM prefere fazer a ressonância em gestantes depois da 14ª semana e avalia o uso de contraste caso a caso, com termo de consentimento assinado pela paciente e pelos médicos. O IPSEMG, em orientação de 2016, lista o primeiro trimestre entre as contraindicações.

Sobre amamentar depois do contraste, as fontes divergem: o HC-UFTM, em documento de 2025, registra que não é necessário interromper a lactação após o gadolínio, e o IPSEMG orientava reservar leite para as 48 horas seguintes. A decisão é conversada com o radiologista e com o médico que acompanha.

Como é o exame e o que levar

Cada região examinada leva em média 30 minutos, com variação de 20 a 40 minutos, segundo o HC-UFTM. O IPSEMG descreve o exame: a pessoa fica deitada no aparelho, usa protetor de ouvido por causa do barulho e segura uma campainha para chamar o técnico, que acompanha todo o exame. Há limite de peso e de circunferência para caber no aparelho, definido por cada equipamento.

Leve o pedido médico com a justificativa, documento, cartão SUS quando for o caso, a lista de remédios em uso e exames anteriores da mesma região, como tomografia, ressonância ou raio X, para comparação. O HC-UFPE pede chegada 30 minutos antes, e o HC-UFTM, 20 minutos antes, para o questionário de segurança. O detalhe de cada região está nas páginas de exame, como ressonância magnética da coluna lombar; o preparo da tomografia, em tomografia de crânio, é outro, assim como o do ultrassom de abdome.

Exames que costumam pedir este preparo

Outras perguntas de preparo

Dúvidas frequentes

Ressonância magnética precisa de jejum?

Sem contraste e fora do abdome, em geral não, no HC-UFG, no HC-UFTM e no HC-UFPE. Abdome e colangiorressonância costumam pedir 4 horas, e alguns serviços pedem jejum também quando há contraste. Vale a instrução do serviço de imagem.

Jejum para ressonância magnética com contraste: quantas horas?

O HC-UFPE pede 4 horas de comida e bebida, ou 8 horas para abdome e colangiorressonância. Uma orientação do IPSEMG pedia 4 horas de jejum absoluto, inclusive de água. O serviço informa o seu na marcação.

Quem tem marcapasso pode fazer ressonância?

Só se o marcapasso for compatível com ressonância, com documentação do dispositivo e avaliação da equipe, segundo o HC-UFTM e o HC-UFMG. Quem tem marcapasso ou outro implante informa na marcação.

Pode fazer ressonância com tatuagem?

As fontes consultadas citam restrição apenas para tatuagem recente: o HC-UFTM não recomenda o exame para tatuagem ou micropigmentação feitas há menos de 1 mês, pelo risco de desconforto ou reação.

Quem tem claustrofobia pode fazer ressonância?

Pode, com avaliação. O HC-UFTM faz ressonância com anestesia para pessoas com claustrofobia, com avaliação pré-anestésica, jejum da anestesia e acompanhante. Avise na marcação.

Fontes e revisão

  1. Preparo para exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética, Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG/Ebserh).
  2. POP.HC-UFTM-UDIDE.002: diretrizes para solicitação e realização de ressonância magnética, Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM/Ebserh).
  3. Orientações para exame: ressonância magnética sem contraste, Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE/Ebserh).
  4. Preparo para exame: ressonância magnética com contraste, Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE/Ebserh).
  5. Protocolo assistencial PRT.USCR.031: ressonância magnética cardíaca, Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG/Ebserh).
  6. Ressonância magnética: descrição e orientações para o exame, Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG).

Última revisão em 28 de setembro de 2026. O conteúdo é revisado ao menos uma vez por ano e sempre que a fonte muda. Veja a política editorial e a fonte dos dados.