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Preparo de exames

Preparo para papanicolau

Por Redação do Exames Perto. Publicado em (revisão da mesma data).

A resposta

O preparo para o papanicolau é não estar menstruada, evitar relação sexual antes do exame e não usar duchas, cremes ou medicamentos vaginais nos dias anteriores. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) pede, de preferência, nenhuma relação sexual no dia anterior, mesmo com camisinha, e 48 horas sem duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais; as diretrizes do Ministério da Saúde publicadas em 2025 falam em três dias sem relação sexual e 24 horas sem creme vaginal. Grávidas também podem fazer o exame.

O preparo segundo o INCA

O INCA, na página sobre câncer do colo do útero para a população, descreve o exame preventivo como simples e rápido, que no máximo causa um pequeno desconforto. Para garantir um resultado correto, o instituto lista três cuidados, todos com a palavra preferencialmente: não ter relações sexuais, mesmo com camisinha, no dia anterior ao exame; evitar duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nas 48 horas anteriores; e não estar menstruada, porque a presença de sangue pode alterar o resultado.

O exame analisa células colhidas do colo do útero, e o INCA explica o motivo no caso da menstruação: a presença de sangue pode alterar o resultado. Os demais cuidados seguem a mesma lógica de entregar ao laboratório uma amostra sem interferências.

  • Não estar menstruada no dia do exame.
  • Sem relação sexual no dia anterior, mesmo com camisinha, pelo INCA; três dias antes, pelas diretrizes de 2025.
  • Sem duchas vaginais nas 48 horas anteriores.
  • Sem cremes, óvulos ou outros medicamentos vaginais nas 48 horas anteriores pelo INCA, ou 24 horas pelas diretrizes de 2025.
  • Sem anticoncepcionais de uso local nas 48 horas anteriores.

O que as diretrizes de 2025 dizem

Em 2025, o Ministério da Saúde aprovou, pela Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 13, de 29 de julho, as novas Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, que adotam o teste molecular de DNA-HPV como exame principal de rastreamento. Segundo o documento, habitualmente não há necessidade de preparo específico para a coleta do teste de DNA-HPV.

Há, porém, uma ressalva. Quando o teste detecta alguns tipos de HPV, a mesma amostra é usada para o exame citopatológico, chamado de citologia reflexa. Por isso, as diretrizes dizem que, idealmente, devem ser observadas as práticas de uma coleta citológica: evitar o período de sangramento menstrual mais ativo, não usar creme vaginal nas 24 horas antes e abster-se de relações sexuais nos três dias anteriores à coleta.

Os prazos do INCA e das diretrizes não coincidem, e os dois estão em documentos oficiais em vigor. A unidade de saúde que marca o exame informa qual orientação segue.

Pode fazer preventivo menstruada?

O INCA orienta não estar menstruada no dia do exame, porque o sangue pode alterar o resultado. As diretrizes de 2025 são um pouco mais flexíveis e falam em evitar o período de sangramento menstrual mais ativo, dizendo que essas condições não são impeditivas para obter a amostra do teste de DNA-HPV.

Na prática, a coleta costuma ser marcada para depois do sangramento. Se a menstruação vier antes da data, o caminho é avisar a unidade e remarcar. Outros exames que também pedem para esperar o fim da menstruação estão em menstruada pode fazer exame.

Pode ter relação antes do preventivo?

As fontes pedem que não, com prazos diferentes. O INCA fala em não ter relações sexuais no dia anterior, mesmo com camisinha. As diretrizes de 2025 falam em abster-se de relações sexuais nos três dias anteriores. O prazo de três dias atende às duas orientações. A camisinha não muda a orientação, porque o INCA a menciona expressamente.

Remédio vaginal e anticoncepcional local

O INCA pede evitar medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nas 48 horas anteriores ao exame. Quem usa medicamento vaginal por prescrição combina a data do preventivo com o profissional que acompanha o tratamento, em vez de interromper o remédio por conta própria. Anticoncepcional oral, injetável, DIU ou implante não aparecem nas orientações de preparo do INCA; o que entra na restrição é o produto de uso local.

Grávida pode fazer o preventivo?

Pode. O INCA informa que mulheres grávidas também podem se submeter ao exame, sem prejuízo para a saúde delas ou do bebê. O momento da coleta costuma ser combinado com quem faz o pré-natal, e os cuidados com relação sexual e produtos vaginais continuam valendo.

Como é feita a coleta

Segundo o INCA, o profissional introduz na vagina um espéculo, o instrumento conhecido como bico de pato, faz a inspeção visual do interior da vagina e do colo do útero e raspa a superfície externa e interna do colo com uma espátula de madeira e uma escovinha. As células vão para uma lâmina de vidro, analisada num laboratório de citopatologia. Na coleta para o teste de DNA-HPV, as diretrizes de 2025 recomendam colher dos mesmos locais do colo do útero.

As diretrizes também preveem a autocoleta para o teste de DNA-HPV: a própria mulher obtém a amostra da vagina, sem espéculo, com material entregue por profissionais de saúde, como os agentes comunitários. Se depois for preciso fazer a citologia, uma nova amostra é colhida por médico ou profissional de enfermagem, em outra visita à unidade.

Quem faz e com que frequência, segundo o órgão oficial

A recomendação oficial, divulgada pelo INCA, é oferecer o rastreamento a mulheres e a qualquer pessoa com colo do útero de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual. Com o teste de DNA-HPV, a frequência é a cada cinco anos após um resultado negativo, e o rastreamento pode ser encerrado depois dos 60 anos com o último teste negativo. Onde o teste de DNA-HPV ainda não chegou, o papanicolau continua sendo feito, a cada três anos depois de dois exames anuais normais. Essa é a recomendação do órgão oficial; o momento de cada pessoa é conversado com o profissional de saúde.

O exame é feito em postos e unidades de saúde da rede pública, segundo o INCA. O caminho no SUS está em como conseguir exame pelo SUS, e a colposcopia, que pode vir depois de um resultado alterado, tem página própria. O ultrassom transvaginal é outro exame, com preparo diferente, e o exame de urina colhido no mesmo dia tem regras próprias, em como coletar urina para exame.

Exames que costumam pedir este preparo

Outras perguntas de preparo

Dúvidas frequentes

Pode fazer preventivo menstruada?

O INCA orienta não estar menstruada no dia do exame, porque o sangue pode alterar o resultado. As diretrizes de 2025 falam em evitar o período de sangramento mais ativo. Se a menstruação vier antes da data, avise a unidade para remarcar.

Quantos dias sem relação antes do preventivo?

O INCA pede nenhuma relação sexual no dia anterior, mesmo com camisinha. As diretrizes do Ministério da Saúde de 2025 falam em três dias antes da coleta. A unidade informa qual orientação segue.

Pode usar pomada vaginal antes do preventivo?

O INCA pede evitar medicamentos vaginais nas 48 horas anteriores, e as diretrizes de 2025, creme vaginal nas 24 horas antes. Quem usa medicamento vaginal por prescrição combina a data do exame com o profissional que acompanha.

Grávida pode fazer papanicolau?

Pode. O INCA informa que o exame pode ser feito na gravidez, sem prejuízo para a mulher ou para o bebê. O momento é combinado com quem faz o pré-natal.

O teste de DNA-HPV tem preparo?

Segundo as diretrizes de 2025, habitualmente não há preparo específico. Como a mesma amostra pode ser usada para a citologia, o ideal é seguir os cuidados do preventivo: sem sangramento menstrual intenso, sem creme vaginal em 24 horas e sem relação sexual em três dias.

Fontes e revisão

  1. Câncer do colo do útero: versão para população, Instituto Nacional de Câncer (INCA).
  2. Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, Parte I (Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 13, de 29 de julho de 2025), Ministério da Saúde.
  3. Aprovada Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero, Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Última revisão em 28 de setembro de 2026. O conteúdo é revisado ao menos uma vez por ano e sempre que a fonte muda. Veja a política editorial e a fonte dos dados.