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Colposcopia: preparo, cobertura e onde fazer

Por Redação do Exames Perto. Publicado em (revisão da mesma data).

A colposcopia é um exame ginecológico que permite ver o colo do útero em detalhe com um aparelho de aumento, o colposcópio, como descreve o Instituto Nacional de Câncer (INCA). O protocolo do HC-UFTM, hospital universitário da rede Ebserh, detalha que o aparelho tem lentes com aumento de até 40 vezes e que o médico aplica reagentes para evidenciar e mapear no colo do útero onde estão as alterações.

Nas diretrizes do INCA e do Ministério da Saúde, a colposcopia é o exame da etapa seguinte ao rastreamento do câncer do colo do útero, quando o preventivo (papanicolau) ou o teste de DNA-HPV traz alteração. Quem pede e define o momento é o médico; o exame é feito em serviço especializado.

O preparo, item a item

Relação sexual e produtos vaginais
Não encontramos instrução oficial de preparo própria da colposcopia. Para o preventivo, feito com o mesmo espéculo, o INCA pede evitar relação sexual, mesmo com camisinha, no dia anterior, e não usar duchas, medicamentos vaginais nem anticoncepcionais locais nas 48 horas antes. Confirme com o serviço se ele aplica a mesma orientação à colposcopia.
Menstruação
O INCA orienta não fazer o preventivo menstruada, porque o sangue pode alterar o resultado. Para a colposcopia, pergunte ao serviço na marcação; se a menstruação vier na data, avise antes de ir. Veja também menstruada pode fazer exame.
Menopausa
As diretrizes do INCA preveem que, em mulheres na pós-menopausa ou com atrofia, o médico da unidade básica avalie um preparo com estrogênio antes da colposcopia. É uma prescrição médica, feita caso a caso.
Gestação
A gestação não impede a colposcopia. As diretrizes do INCA têm regras próprias para a gestante, inclusive sobre quando fazer biópsia, e o serviço precisa saber da gravidez.
Medicamentos
Informe ao serviço os remédios de uso contínuo, principalmente se houver chance de biópsia no mesmo ato. Manter ou mudar qualquer remédio é decisão de quem prescreveu.
O que levar
Pedido médico, documento com foto e os laudos do preventivo ou do teste de HPV que motivaram o exame; as diretrizes do INCA preveem que o serviço especializado revise esses resultados.
Mais sobre este preparo

Como é feito

O início é igual ao do preventivo: o espéculo, conhecido como bico de pato, é introduzido na vagina para expor o colo do útero. Em seguida, o médico observa o colo pelo colposcópio, com aumento.

O protocolo do HC-UFTM lista os reagentes usados: ácido acético a 3%, que deixa brancas as áreas com muita proteína, solução de lugol, que evidencia áreas conforme o consumo de glicogênio, e bissulfito de sódio, que acentua os achados do ácido acético. As diretrizes do INCA registram ainda manobras, como afastar o muco com swab ou bola de algodão embebida em ácido acético, para ver o canal do colo quando a junção entre os dois tipos de tecido não aparece por completo.

Se o médico vê uma área que merece estudo, pode tirar no mesmo ato um pequeno fragmento para exame, a biópsia do colo do útero, e às vezes nova amostra para citologia. O material vai para o laboratório de anatomia patológica. A biópsia do colo do útero tem página própria.

Não há sedação. O INCA descreve o preventivo, com o mesmo espéculo, como exame que pode causar no máximo um pequeno desconforto; na colposcopia, a sensação varia de pessoa para pessoa, e a biópsia, quando feita, é conduzida pelo médico conforme o caso.

Prazo do resultado

O resultado da colposcopia é descrito pelo médico que faz o exame; quando há biópsia, o laudo anatomopatológico tem prazo próprio, que varia por serviço e por laboratório.

Tipo de estabelecimento

Consultório ginecológico ou ambulatório de colposcopia, com agendamento; no SUS, em serviço especializado de referência, por encaminhamento regulado.

Cobertura pelo plano

Consta no Rol da ANS

Versão consultada: RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026.

Segmentação em que a cobertura mínima se aplica: ambulatorial, hospitalar com obstetrícia, hospitalar sem obstetrícia e referência.

Termo no Rol: Colposcopia, vulvoscopia, peniscopia, anuscopia.

A cobertura mínima dos planos segue o Rol da ANS, conforme a segmentação: ambulatorial, hospitalar com ou sem obstetrícia, ou referência. O Rol vale para contratos a partir de 2 de janeiro de 1999 e para os antigos adaptados à Lei dos Planos de Saúde.

Feita em consultório ou ambulatório, a colposcopia se enquadra na segmentação ambulatorial, que o plano referência também inclui. No Rol, ela divide um item com vulvoscopia, peniscopia e anuscopia, e a tabela TUSS liga a esse item também a colposcopia por vídeo. A biópsia e o exame anatomopatológico são procedimentos separados. O catálogo usado pelo site não associa Diretriz de Utilização a este exame.

Para o seu contrato, a operadora informa a segmentação, os serviços credenciados, se é preciso autorização prévia e se há carência a cumprir.

Fonte: Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS. Veja também o que é o Rol da ANS e o caminho quando o plano nega o exame.

Consta no Rol da ANS, RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026. Cobertura mínima obrigatória está sujeita à segmentação do plano, à carência e, quando houver, à diretriz de utilização. Consulte sua operadora.

Pelo SUS

Gratuito para o paciente

Pelo SUS, a colposcopia é gratuita para a paciente. Ela não é feita na UBS: as diretrizes do INCA atribuem à unidade secundária, a atenção especializada, a realização de colposcopias, biópsias e alguns tratamentos ambulatoriais, com acesso mediante encaminhamento por sistemas como as centrais de regulação.

O caminho usual é o preventivo ou o teste de DNA-HPV na UBS e, quando o resultado leva à colposcopia, o encaminhamento regulado para o serviço de referência. Em 2025, o Ministério da Saúde publicou novas diretrizes de rastreamento com teste de DNA-HPV e determinou que estados e municípios organizem a rede e os fluxos de atendimento. Veja como conseguir exame pelo SUS.

Como conseguir exame pelo SUS

Valor de referência de repasse do SIGTAP: R$ 3,38 (procedimento 02.11.04.002-9, COLPOSCOPIA), competência setembro de 2026. É o que o SUS repassa ao prestador que fez o exame, não um valor cobrado do paciente. O que é o valor do SIGTAP.

Onde fazer

Laboratórios e clínicas do cadastro nacional (CNES), com endereço e telefone. O site não agenda: o contato é direto com a unidade, que confirma se faz o exame e qual preparo pede.

Outra cidade?

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Dúvidas frequentes

Colposcopia precisa de jejum?

As fontes consultadas não trazem exigência de jejum, e o exame é feito sem sedação. O preparo que costuma importar é outro: relação sexual, produtos vaginais e menstruação. O serviço confirma na marcação.

Posso fazer colposcopia menstruada?

O INCA orienta não fazer o preventivo menstruada, porque o sangue pode alterar o resultado, e a colposcopia usa o mesmo acesso ao colo do útero. Se a menstruação coincidir com a data, avise o serviço antes de ir.

Colposcopia dói?

O exame usa o mesmo espéculo do preventivo, que o INCA descreve como capaz de causar no máximo um pequeno desconforto. A sensação varia de pessoa para pessoa, e a biópsia, quando feita, é conduzida pelo médico.

Qual a diferença entre colposcopia e papanicolau?

O papanicolau colhe células do colo do útero para análise em laboratório. A colposcopia é o exame visual do colo com aparelho de aumento e reagentes, feito em serviço especializado, e pode incluir biópsia.

Tem colposcopia pelo SUS?

Tem. A colposcopia está na tabela de procedimentos do SUS e é gratuita; o acesso é por encaminhamento da atenção básica para o serviço especializado, pela regulação do município.

Fontes e revisão

  1. Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero (2ª edição, 2016), Instituto Nacional de Câncer (INCA).
  2. Câncer do colo do útero: versão para população, Instituto Nacional de Câncer (INCA).
  3. Protocolo: diagnóstico e conduta na neoplasia intraepitelial cervical (PRT.UMUL.001, versão 2), Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM/Ebserh).
  4. Aprovada Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero, Instituto Nacional de Câncer (INCA).
  5. O que o seu plano de saúde deve cobrir?, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Última revisão em 28 de setembro de 2026. O conteúdo é revisado ao menos uma vez por ano e sempre que a fonte muda. Veja a política editorial e a fonte dos dados.