O preparo, item a item
- Relação sexual
- As fontes oficiais divergem no prazo. O INCA pede, de preferência, nenhuma relação sexual no dia anterior ao exame, mesmo com camisinha. As diretrizes de 2025 falam em três dias sem relação sexual antes da coleta, sem que isso impeça a coleta.
- Duchas e cremes
- O INCA pede evitar duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nas 48 horas anteriores; as diretrizes de 2025 citam 24 horas sem creme vaginal. Quem usa medicamento vaginal por prescrição combina com quem prescreveu e avisa na coleta.
- Menstruação
- O INCA orienta não estar menstruada, porque a presença de sangue pode alterar o resultado; as diretrizes de 2025 falam em evitar o período de sangramento mais ativo. Veja menstruada pode fazer exame.
- Gestação
- O INCA registra que grávidas também podem fazer o exame, sem prejuízo para a saúde delas ou do bebê, e as diretrizes de 2016 tratam o pré-natal como oportunidade de rastreamento, com a mesma faixa etária e periodicidade das demais mulheres.
- Medicamentos
- Para remédios de uso oral, as fontes consultadas não pedem mudança. O uso de medicamentos, hormônios e produtos vaginais é informado ao profissional que faz a coleta, e qualquer ajuste é combinado com quem prescreveu.
- O que levar
- Documento, cartão do SUS ou do plano e resultados anteriores de preventivo, que ajudam a situar o exame na sequência do rastreamento. O detalhe está em preparo para papanicolau.
Como é feito
A pessoa fica deitada na mesa ginecológica. O profissional introduz o espéculo, conhecido como bico de pato, olha o interior da vagina e o colo do útero e faz a raspagem da superfície externa e interna do colo com uma espátula de madeira e uma escovinha, como descreve o INCA. As diretrizes de 2016 recomendam amostra do canal cervical, colhida de preferência com escova, e da parte externa do colo, com a espátula de Ayre. O INCA descreve o exame como simples e rápido, podendo causar no máximo um pequeno desconforto.
O material vai para uma lâmina de vidro, ou para um frasco com líquido conservante na citologia em meio líquido, e segue para o laboratório de citopatologia. O laudo segue a nomenclatura citológica brasileira e informa se a amostra foi satisfatória; quando é insatisfatória, o INCA registra que o exame é repetido. Na pós-menopausa, as diretrizes de 2016 preveem, quando necessário, um preparo com estrogênio antes da coleta, a critério do profissional.
O teste de DNA-HPV, que substitui o papanicolau no rastreamento onde já foi implantado, usa os mesmos pontos de coleta. As diretrizes de 2025 recomendam que a amostra seja colhida por médico ou profissional de enfermagem ou por autocoleta, e que, quando o teste der positivo para tipos de HPV diferentes do 16 e do 18, a mesma amostra seja usada para a citologia, chamada de citologia reflexa. Assim, o exame citológico continua existindo dentro do novo programa, em outra posição.
As diretrizes de 2025 também registram, como transição, que o rastreamento com citologia a cada 3 anos se mantém onde o teste molecular ainda não está disponível e que, depois da introdução do teste de DNA-HPV, ele é usado no lugar da citologia na próxima data de rastreio. A colposcopia é o exame seguinte quando o resultado leva a investigar o colo com lente de aumento.
Prazo do resultado
Varia muito entre redes: no SUS, o INCA registrou em 2022 que 44% dos preventivos tiveram laudo liberado em até 30 dias da coleta, com grande diferença entre estados; em geral, o resultado é retirado no local da coleta, na data marcada.
Tipo de estabelecimento
Na UBS, pelo SUS, e em consultório ginecológico, laboratório ou clínica, com a leitura feita em laboratório de citopatologia; em geral com agendamento. Veja laboratórios e clínicas.
Cobertura pelo plano
Consta no Rol da ANS
Versão consultada: RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026.
Segmentação em que a cobertura mínima se aplica: ambulatorial, hospitalar com obstetrícia, hospitalar sem obstetrícia e referência.
Termo no Rol: Procedimento diagnóstico citopatológico oncótico de material cérvico-vaginal.
Nos planos de saúde, a cobertura mínima obrigatória segue o Rol da ANS e a segmentação do contrato. O Rol tem dois itens para o preventivo, o procedimento diagnóstico citopatológico oncótico de material cérvico-vaginal, que é o papanicolau convencional, e o citopatológico em meio líquido. Pelo catálogo do Rol, os dois se ligam às segmentações ambulatorial, hospitalar com e sem obstetrícia e referência, sem diretriz de utilização. O Rol também lista testes de detecção de DNA de HPV, em itens próprios.
A coleta costuma ser feita no consultório do ginecologista ou em laboratório credenciado, e a leitura da lâmina, em laboratório de citopatologia. Cumprida a carência, valem os prazos máximos de atendimento da ANS. A operadora confirma o que o seu contrato prevê; se houver negativa, veja plano negou exame.
Fonte: Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS. Veja também o que é o Rol da ANS e o caminho quando o plano nega o exame.
Consta no Rol da ANS, RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026. Cobertura mínima obrigatória está sujeita à segmentação do plano, à carência e, quando houver, à diretriz de utilização. Consulte sua operadora.
Pelo SUS
Gratuito para o paciente
Pelo SUS o preventivo é gratuito e é feito na atenção primária. A Carteira de Serviços da Atenção Primária, do Ministério da Saúde, inclui a coleta de material para o citopatológico cérvico-uterino entre os serviços da UBS, em geral feita por médico ou enfermeiro, sem passar por regulação. A tabela do SUS separa a coleta, registrada na atenção básica, da leitura do exame, com códigos diferentes para o citopatológico de rastreamento e o diagnóstico. Os exames são registrados no Siscan, o sistema do INCA que acompanha o controle do câncer do colo do útero.
O INCA informa que, em 2024, o Ministério da Saúde incorporou ao SUS o teste molecular de DNA-HPV oncogênico, que passa a ser o principal método de rastreamento, e que o papanicolau continua nos locais que ainda não oferecem o novo teste. Durante a transição, a oferta muda de município para município, e a UBS informa qual exame está disponível. Veja como conseguir exame pelo SUS.
Como conseguir exame pelo SUSValor de referência de repasse do SIGTAP: R$ 14,37 (procedimento 02.03.01.008-6, EXAME CITOPATOLÓGICO CERVICO VAGINAL/MICROFLORA-RASTREAMENTO), competência setembro de 2026. É o que o SUS repassa ao prestador que fez o exame, não um valor cobrado do paciente. O que é o valor do SIGTAP.
Onde fazer
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Estabelecimentos de anatomia patológica do cadastro nacional (CNES), com endereço e telefone. O site não agenda: o contato é direto com a unidade, que confirma se faz o exame e qual preparo pede.
Outra cidade?
Exames relacionados
Dúvidas frequentes
Papanicolau precisa de jejum?
Não há jejum no preparo do papanicolau. O que as fontes oficiais pedem é evitar relação sexual, duchas, cremes e medicamentos vaginais nos dias anteriores e não fazer a coleta durante a menstruação.
Papanicolau e preventivo são a mesma coisa?
Sim. Preventivo é o nome popular do exame citopatológico do colo do útero, o papanicolau, como o INCA o chama. O teste de DNA-HPV é outro exame de rastreamento, que o Ministério da Saúde adotou como método principal nas diretrizes de 2025.
Pode fazer papanicolau menstruada?
O INCA orienta não estar menstruada, porque o sangue pode alterar o resultado. As diretrizes de 2025 falam em evitar o período de sangramento mais ativo. A unidade de saúde remarca quando for preciso.
Com que frequência se faz o preventivo, segundo o Ministério da Saúde?
Pela diretriz de 2016, entre 25 e 64 anos, com dois exames anuais e depois a cada 3 anos se forem negativos. Pelas diretrizes de 2025, com o teste de DNA-HPV, a cada 5 anos após resultado negativo, na mesma faixa etária. A decisão individual é tomada com o profissional.
O plano cobre papanicolau?
O Rol da ANS tem o citopatológico convencional e o em meio líquido, ligados às segmentações ambulatorial, hospitalar e referência, sem diretriz de utilização. A situação no Rol aparece no bloco de cobertura desta página, e a operadora confirma o seu contrato.
O que significa o resultado do preventivo?
O laudo segue uma nomenclatura padronizada e informa se a amostra foi satisfatória. A leitura e o próximo passo são definidos pelo profissional que acompanha a pessoa, junto com a história e os exames anteriores.
Fontes e revisão
- Câncer do colo do útero: versão para população, Instituto Nacional de Câncer (INCA).
- Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero (2ª edição, 2016), Instituto Nacional de Câncer (INCA).
- Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (Diretriz Brasileira): Parte I, rastreamento organizado utilizando testes moleculares para detecção de DNA-HPV oncogênico, Ministério da Saúde.
- Aprovada Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero, Instituto Nacional de Câncer (INCA).
- Monitoramento das ações de controle do câncer do colo do útero, Informativo ano 14, nº 1, 2023, Instituto Nacional de Câncer (INCA).
- Carteira de Serviços da Atenção Primária à Saúde (CaSAPS): versão profissionais de saúde e gestores, Ministério da Saúde.
Última revisão em 28 de setembro de 2026. O conteúdo é revisado ao menos uma vez por ano e sempre que a fonte muda. Veja a política editorial e a fonte dos dados.