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Mamografia: preparo, cobertura e onde fazer

Por Redação do Exames Perto. Publicado em (revisão da mesma data).

A mamografia é um exame de imagem das mamas feito com raios X de baixa energia. O protocolo do Hospital das Clínicas da UFMG descreve que ela usa radiação ionizante para gerar o contraste necessário para diferenciar as estruturas da mama, e que o exame básico tem duas incidências de cada mama, com compressão. O mesmo protocolo a define como o principal método por imagem para o rastreamento do câncer de mama.

A mamografia é pedida em duas situações diferentes. Na investigação, quando há alteração percebida na mama ou em outro exame, o INCA orienta dar prioridade na marcação às mulheres com sinais de alerta, em qualquer idade. No rastreamento, em mulheres sem sinais nem sintomas, a recomendação oficial do Ministério da Saúde, divulgada pelo INCA em setembro de 2025, é a mamografia a cada dois anos na faixa de 50 a 74 anos; o SUS não restringe o acesso por demanda às mulheres de 40 a 49 anos e acima de 74 anos, desde que orientadas por profissionais de saúde sobre possíveis riscos e benefícios. Essa é a posição do órgão oficial, e a decisão individual é tomada com o profissional de saúde.

Precisa de jejum?

Sem jejum

sem desodorante, talco ou creme nas mamas e axilas

Confirme o preparo com o laboratório onde o exame será feito, porque ele varia por metodologia. Nunca suspenda medicamento sem falar com quem prescreveu.

O preparo, item a item

Desodorante e cremes
O Centro de Diagnóstico do Hospital das Clínicas da FMUSP lista no preparo da mamografia não usar desodorante, talco ou creme nas mamas e axilas no dia do exame. O material do INCA para técnicos de mamografia prevê anotar na ficha quando há resíduo de desodorante, porque esses produtos podem aparecer na imagem.
Alimentação
As fontes consultadas não trazem jejum para a mamografia. Se houver exame de sangue no mesmo dia, vale o jejum da coleta.
O que levar
Mamografias e ultrassons anteriores das mamas. No HC-UFMG, o técnico recolhe os exames anteriores trazidos pela paciente, e o radiologista os usa para comparar.
Gestação
A norma da Anvisa para serviços de radiologia obriga um aviso na sala de exames pedindo que mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez informem o médico ou o técnico antes do exame. A equipe avalia cada caso.
Implantes
Quem tem prótese de silicone informa a equipe antes do exame. O protocolo do HC-UFMG descreve técnica própria para mamas com implante, e o material do INCA para técnicos registra que os implantes são projetados para resistir à pressão da compressão.
Medicamentos
Para a mamografia em si, as fontes consultadas não pedem mudança nos remédios de uso diário. Procedimentos com agulha, como biópsia, têm preparo próprio, combinado com quem prescreveu e com o serviço.

Como é feito

No HC-UFMG, o técnico em radiologia confere os dados, recolhe os exames anteriores e aplica um questionário com idade, histórico familiar de câncer de mama, cirurgias anteriores e uso de hormônio. A paciente fica de frente para o aparelho, e cada mama é posicionada sobre ele e comprimida por uma placa. O exame básico tem quatro imagens, duas de cada mama; o radiologista pode pedir incidências adicionais para esclarecer uma área.

A compressão é a parte que mais preocupa quem vai fazer o exame. O material do INCA para técnicos explica que ela dura apenas alguns segundos e que, embora desconfortável, é necessária: diminui a espessura da mama, reduz a dose de radiação e separa as estruturas, o que melhora a imagem. O mesmo material registra que a compressão feita aos poucos, com a paciente preparada, costuma ser mais bem tolerada. Avise o técnico se a dor for forte.

A mamografia usa radiação ionizante em dose baixa. A Resolução RDC nº 611/2022 da Anvisa exige que todo procedimento de radiologia siga os princípios da justificação, da otimização e da limitação da dose, e o INCA mantém o Programa de Qualidade da Mamografia, que avalia a dose de radiação e a qualidade da imagem dos serviços. Entre os riscos do rastreamento, o INCA lista resultados falso-positivos e falso-negativos, o sobrediagnóstico e, em menor grau, a exposição à radiação, sobretudo quando o exame é repetido com frequência acima da recomendada.

Prazo do resultado

Em geral, alguns dias úteis: no HU-FURG, o resultado dos exames de imagem é retirado em 5 dias úteis; o prazo varia por unidade e por serviço.

Tipo de estabelecimento

Em clínica de imagem ou serviço de radiologia com mamógrafo, em geral com agendamento e pedido médico. Veja laboratórios e clínicas.

Cobertura pelo plano

Consta no Rol da ANS

Versão consultada: RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026.

Segmentação em que a cobertura mínima se aplica: ambulatorial, hospitalar com obstetrícia, hospitalar sem obstetrícia e referência.

Termo no Rol: Mamografia convencional.

Tem diretriz de utilização (DUT 52): a cobertura obrigatória segue critérios definidos pela ANS, conferidos no pedido médico pela operadora. Entenda a diretriz de utilização

Nos planos de saúde, a cobertura mínima obrigatória segue o Rol da ANS e a segmentação do contrato; pelo catálogo do Rol, a mamografia se liga às segmentações ambulatorial, hospitalar com e sem obstetrícia e referência. O Rol separa a mamografia convencional da digital, e a digital tem diretriz de utilização, a DUT nº 52, com critério de faixa etária publicado no Anexo II da RN 465/2021. O site não interpreta esse critério para o caso da leitora.

No Rol, a mamografia digital também é marcada como procedimento de alta complexidade. Cumprida a carência, a ANS fixa prazo máximo de 10 dias úteis para os demais exames de diagnóstico ambulatorial e de 21 dias úteis para procedimentos de alta complexidade. A operadora confirma o que o seu contrato prevê; se houver negativa, veja plano negou exame.

Fonte: Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS. Veja também o que é o Rol da ANS e o caminho quando o plano nega o exame.

Consta no Rol da ANS, RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026. Cobertura mínima obrigatória está sujeita à segmentação do plano, à carência e, quando houver, à diretriz de utilização. Consulte sua operadora.

Pelo SUS

Gratuito para o paciente

Pelo SUS a mamografia é gratuita. A tabela do SUS separa a mamografia diagnóstica da mamografia bilateral para rastreamento, com códigos diferentes. Desde a Lei nº 15.284, de 2025, a Lei nº 11.664/2008 assegura o exame de mamografia a todas as mulheres a partir dos 40 anos, conforme diretrizes do Ministério da Saúde. Na Carteira de Serviços da Atenção Primária, o rastreamento do câncer de mama inclui a requisição de mamografia feita na Unidade Básica de Saúde.

O caminho usual é a consulta na UBS, que emite a requisição e encaminha para um serviço de mamografia da rede, pela regulação do município. O laudo é registrado no Siscan, o sistema do INCA que acompanha a detecção precoce do câncer de mama. O tempo de espera depende da cidade: na página de serviço do Hospital Universitário da FURG, consultada em setembro de 2026, o tempo médio de agenda para mamografia aparece como de 15 dias. Veja como conseguir exame pelo SUS.

Como conseguir exame pelo SUS

Valor de referência de repasse do SIGTAP: R$ 22,50 (procedimento 02.04.03.003-0, MAMOGRAFIA), competência setembro de 2026. É o que o SUS repassa ao prestador que fez o exame, não um valor cobrado do paciente. O que é o valor do SIGTAP.

Onde fazer

Procurando a cidade mais próxima pela sua conexão...

Estabelecimentos de mamografia do cadastro nacional (CNES), com endereço e telefone. O site não agenda: o contato é direto com a unidade, que confirma se faz o exame e qual preparo pede.

Outra cidade?

Exames relacionados

Dúvidas frequentes

Mamografia precisa de preparo?

O principal cuidado é não usar desodorante, talco ou creme nas mamas e axilas no dia, como lista o HC-FMUSP. As fontes consultadas não trazem jejum. Leve os exames anteriores.

A partir de que idade o SUS faz mamografia?

A Lei nº 11.664/2008, com a mudança de 2025, assegura a mamografia a todas as mulheres a partir dos 40 anos, conforme diretrizes do Ministério da Saúde. A recomendação oficial de rastreamento do Ministério da Saúde é a cada dois anos dos 50 aos 74 anos, com acesso por demanda fora dessa faixa após orientação profissional.

A mamografia dói?

A compressão incomoda e pode doer, mas dura alguns segundos por imagem, segundo o material do INCA para técnicos. Avise o técnico se a dor for forte.

Grávida pode fazer mamografia?

A mamografia usa raios X, e a norma da Anvisa pede que mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez informem o médico ou o técnico antes do exame. A equipe avalia cada caso.

O plano cobre mamografia?

A cobertura mínima segue o Rol da ANS, que separa a convencional da digital; a digital tem diretriz de utilização com critério de idade. A situação no Rol, com a versão, aparece no bloco de cobertura desta página, e a operadora confirma o seu contrato.

Qual o resultado normal da mamografia?

O laudo segue uma classificação padronizada, e a leitura dele é do médico que pediu o exame, junto com a história clínica e os exames anteriores.

Fontes e revisão

  1. Ministério da Saúde padroniza informações para acesso ao exame de mamografia no SUS, Instituto Nacional de Câncer (INCA).
  2. Detecção precoce do câncer de mama, Instituto Nacional de Câncer (INCA).
  3. Posicionamento oficial do INCA sobre faixa etária recomendada para mamografia de rastreio (março de 2025), Instituto Nacional de Câncer (INCA).
  4. Lei nº 15.284, de 18 de dezembro de 2025, Presidência da República, Planalto.
  5. Atualização em mamografia para técnicos em radiologia (2018), Instituto Nacional de Câncer (INCA), Ministério da Saúde.
  6. Protocolo clínico setorial nº 052: protocolo de realização de mamografia, Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG/Ebserh).
  7. Mamografia: preparo, Centro de Diagnóstico do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP).
  8. Resolução RDC nº 611, de 9 de março de 2022: requisitos sanitários para serviços de radiologia diagnóstica ou intervencionista, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), base Anvisalegis.
  9. Carteira de Serviços da Atenção Primária à Saúde (CaSAPS): versão profissionais de saúde e gestores, Ministério da Saúde.
  10. Anexo II: Diretrizes de Utilização para cobertura de procedimentos na saúde suplementar (RN 465/2021 e suas alterações), Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
  11. Prazos máximos de atendimento, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
  12. Agendar um exame no Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr. (HU-FURG/Ebserh), Governo Federal, portal gov.br.

Última revisão em 28 de setembro de 2026. O conteúdo é revisado ao menos uma vez por ano e sempre que a fonte muda. Veja a política editorial e a fonte dos dados.