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Colonoscopia: preparo, cobertura e onde fazer

Por Redação do Exames Perto. Publicado em (revisão da mesma data).

A colonoscopia examina por dentro o intestino grosso, chamado cólon, e a porção final do intestino delgado com um aparelho flexível introduzido pelo reto. Além de ver a superfície da mucosa, o médico pode retirar pequenos fragmentos para biópsia e remover pólipos durante o exame, segundo a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED). O Instituto Nacional de Câncer (INCA) descreve a colonoscopia como o método padrão-ouro para avaliar o intestino, porque permite ver diretamente o cólon e o reto.

O médico costuma pedir a colonoscopia para investigar queixas e doenças do intestino e para complementar exames de triagem. No novo protocolo de rastreamento do câncer colorretal do SUS, anunciado pelo Ministério da Saúde em 2026, o exame de referência é o teste imunoquímico fecal, e a colonoscopia entra como exame complementar para quem tem esse teste com sangue oculto detectado. Quem decide se o exame faz sentido para um caso concreto é o profissional que acompanha a pessoa.

O preparo, item a item

Alimentação
A diretriz de 2023 da SOBED sobre preparo de cólon recomenda dieta pobre em fibras na véspera. O roteiro do Hospital das Clínicas da UFPE começa dois dias antes, com lista fechada de alimentos, como arroz branco, frango grelhado, batata cozida e torradas, e proíbe frutas, verduras cruas, sementes, carne vermelha, frituras e leite. O detalhe está em preparo para colonoscopia.
Limpeza do intestino
A limpeza é feita com a solução laxativa que o serviço prescreve, com produto, horário e quantidade definidos por ele. A SOBED diz que a forma do preparo é determinada pelo protocolo de cada serviço de endoscopia e que um preparo inadequado impede o exame e obriga a repeti-lo.
Hidratação e jejum
Como o preparo provoca diarreia, a SOBED alerta para o risco de desidratação e reforça as orientações de hidratação do serviço. Antes do exame há um período de jejum por causa da sedação: o roteiro do HC-UFPE libera água até 4 horas antes. Vale o horário escrito pelo seu serviço.
Medicamentos
O serviço de endoscopia costuma dar orientação por escrito para cada remédio de uso contínuo, e ela muda de um serviço para outro. O roteiro do HC-UFPE, por exemplo, traz instrução própria para o remédio de pressão no dia do exame, e a diretriz da SOBED deixa quem tem diabetes fora da recomendação geral de jejum. A conduta com cada medicamento é combinada com quem prescreveu e informada ao serviço antes do exame, nunca decidida por conta própria.
Acompanhante
A SOBED orienta estar acompanhado por um adulto responsável, porque o sedativo afeta raciocínio e reflexos pelo resto do dia. No HC-UFPE, o acompanhante maior de idade é obrigatório e é proibido conduzir veículo no restante do dia.
Mais sobre este preparo

Como é feito

Depois do preparo, a pessoa vai para a sala de exame e recebe sedação moderada ou profunda, aplicada por médico especialista, segundo a SOBED. O colonoscópio é introduzido pelo reto até o início do cólon ou até o fim do intestino delgado. A inspeção detalhada é feita durante a retirada do aparelho, e é nessa fase que o médico colhe biópsias e remove pólipos e lesões planas quando avalia que é o caso. Lesões extensas ou numerosas podem exigir um segundo procedimento.

O HC-UFPE informa que o exame é feito sob sedação, sem dor, e dura em média de 30 a 60 minutos. Durante o procedimento, a equipe monitora a oxigenação do sangue, a frequência cardíaca e a pressão arterial. Depois, a pessoa fica na área de recuperação até passar a maior parte do efeito do sedativo, o que costuma levar menos de uma hora. A colonoscopia em geral não exige internação, embora isso possa acontecer em alguns casos.

A SOBED descreve os riscos com números. O preparo pode causar náusea, vômito e distensão da barriga. A perfuração do intestino acontece em cerca de 0,05% das colonoscopias, e a retirada de pólipos pode causar sangramento, no momento ou até vários dias depois. Pela mesma sociedade, a alimentação pode ser retomada ao deixar a unidade, salvo instrução diferente, e mal-estar, febre, sangramento pelo intestino ou dor abdominal depois do exame são motivo para procurar o endoscopista ou o serviço.

Rastreamento é a aplicação de exame em pessoas sem sintomas. Pela posição oficial do Ministério da Saúde, divulgada pelo INCA em 2026, o rastreamento do câncer colorretal no SUS usa o teste imunoquímico fecal para homens e mulheres sem sintomas de 50 a 75 anos, a cada dois anos, e quem tem sangue oculto detectado é encaminhado para exames complementares, como a colonoscopia. O INCA também registra que o rastreamento de quem tem história familiar de câncer colorretal ou suspeita de síndromes hereditárias é feito em serviço especializado. Essas são as recomendações dos órgãos oficiais; a decisão individual é tomada com o médico.

Prazo do resultado

Em geral, o médico que fez o exame passa informações preliminares ao final, e a biópsia, quando feita, pode levar vários dias; o prazo do laudo varia por unidade e por laboratório.

Tipo de estabelecimento

Serviço de endoscopia digestiva, em clínica ou hospital, sempre com agendamento e com roteiro de preparo entregue por escrito na marcação.

Cobertura pelo plano

Consta no Rol da ANS

Versão consultada: RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026.

Segmentação em que a cobertura mínima se aplica: ambulatorial, hospitalar com obstetrícia, hospitalar sem obstetrícia e referência.

Termo no Rol: Colonoscopia com biópsia e/ou citologia com ou sem dilatação segmentar ou estenostomia.

Na saúde suplementar, a cobertura mínima segue o Rol da ANS e depende da segmentação contratada. Para a colonoscopia, o catálogo usado pelo site registra as segmentações ambulatorial, hospitalar com e sem obstetrícia e referência, e não associa Diretriz de Utilização ao exame.

No Rol, a colonoscopia aparece num item descrito com biópsia e/ou citologia, com ou sem dilatação segmentar ou estenostomia, e a tabela TUSS liga a esse item vários códigos, como a colonoscopia que inclui a retossigmoidoscopia, a colonoscopia com biópsia e a com mucosectomia. Quando o pedido vem com código, é por essa correlação que a operadora localiza o procedimento.

Para o seu contrato, quem responde é a operadora: segmentação, serviços credenciados, autorização prévia, cobertura da sedação e eventual carência.

Fonte: Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS. Veja também o que é o Rol da ANS e o caminho quando o plano nega o exame.

Consta no Rol da ANS, RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026. Cobertura mínima obrigatória está sujeita à segmentação do plano, à carência e, quando houver, à diretriz de utilização. Consulte sua operadora.

Pelo SUS

Gratuito para o paciente

Pelo SUS, a colonoscopia é gratuita para o paciente e está na tabela de procedimentos com o nome de colonoscopia (coloscopia). O caminho costuma começar na consulta da UBS. Por ser feita em serviço de endoscopia, fora da unidade básica, o pedido passa pela regulação do município, que define local e data conforme a oferta e os protocolos locais.

No rastreamento organizado anunciado pelo Ministério da Saúde em 2026, o teste imunoquímico fecal é classificado como procedimento de atenção básica, e a colonoscopia vem depois, para quem tem o teste com sangue oculto detectado. O INCA registra que o protocolo de encaminhamento do Ministério da Saúde, de 2016, recomenda, onde a oferta de colonoscopia é baixa, priorizar pacientes com suspeita de câncer. O passo a passo geral está em como conseguir exame pelo SUS.

Como conseguir exame pelo SUS

Valor de referência de repasse do SIGTAP: R$ 112,66 (procedimento 02.09.01.002-9, COLONOSCOPIA (COLOSCOPIA)), competência setembro de 2026. É o que o SUS repassa ao prestador que fez o exame, não um valor cobrado do paciente. O que é o valor do SIGTAP.

Onde fazer

Procurando a cidade mais próxima pela sua conexão...

Estabelecimentos de endoscopia do cadastro nacional (CNES), com endereço e telefone. O site não agenda: o contato é direto com a unidade, que confirma se faz o exame e qual preparo pede.

Outra cidade?

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Dúvidas frequentes

Colonoscopia precisa de jejum?

Sim, além da dieta e da limpeza do intestino. O jejum antes do exame existe por causa da sedação, e o horário é definido pelo serviço: o roteiro do HC-UFPE libera água até 4 horas antes. O passo a passo está em preparo para colonoscopia.

Colonoscopia dói?

O exame é feito com sedação moderada ou profunda, aplicada por médico especialista, segundo a SOBED, e o HC-UFPE o descreve como indolor. O desconforto mais comum costuma vir do preparo, que pode causar náusea e distensão da barriga.

Quanto tempo dura a colonoscopia?

O HC-UFPE informa duração média de 30 a 60 minutos. Depois, a recuperação da sedação costuma levar menos de uma hora, e é preciso sair acompanhado por um adulto.

Com que idade se faz colonoscopia de rastreamento?

O protocolo do Ministério da Saúde anunciado em 2026 usa como exame de referência o teste imunoquímico fecal, para pessoas sem sintomas de 50 a 75 anos, a cada dois anos, e reserva a colonoscopia para quem tem o teste alterado. Essa é a posição oficial; a indicação para cada pessoa é avaliada pelo médico.

O plano de saúde cobre colonoscopia?

A cobertura mínima segue o Rol da ANS e depende da segmentação do contrato; o bloco de cobertura desta página mostra a situação do exame no Rol. Autorização, rede e carência do seu plano são informadas pela operadora.

Tem colonoscopia pelo SUS?

Tem. O exame está na tabela do SUS e é gratuito para o paciente. O pedido começa na UBS e segue pela regulação do município até o serviço de endoscopia.

Fontes e revisão

  1. Colonoscopia, Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED).
  2. Preparo de cólon para colonoscopia: Diretriz da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) e Associação Médica Brasileira.
  3. Preparo de exame: colonoscopia (exame pela manhã), Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE/Ebserh).
  4. SUS adota novo exame para detectar câncer de intestino antes de sintomas, Instituto Nacional de Câncer (INCA).
  5. SUS inclui teste de alta tecnologia para rastreamento de câncer colorretal, Instituto Nacional de Câncer (INCA).
  6. Câncer de intestino: versão para profissionais de saúde, Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Última revisão em 28 de setembro de 2026. O conteúdo é revisado ao menos uma vez por ano e sempre que a fonte muda. Veja a política editorial e a fonte dos dados.