O preparo, item a item
- Jejum
- Não existe um preparo único, porque biópsia é um nome geral para retiradas muito diferentes: de pele, por agulha, durante endoscopia ou colonoscopia, ou em cirurgia. O jejum, quando existe, depende do local e do tipo de anestesia, e vem na orientação do serviço que faz a coleta.
- Anestesia
- A SBP explica que anestesia geral só é usada quando a coleta é feita por cirurgia. Na maioria dos casos, a retirada é simples, em procedimento ambulatorial ou no consultório, às vezes com anestesia local e às vezes sem nenhuma.
- Medicamentos
- Informe ao médico que vai fazer a biópsia todos os remédios de uso contínuo. Qualquer mudança antes do procedimento é combinada com quem prescreveu e com a equipe que faz a coleta, nunca por conta própria. Veja posso tomar meu remédio antes do exame.
- Preparo do órgão
- Quando a biópsia é feita durante um exame, vale o preparo desse exame. Na colonoscopia, por exemplo, a coleta acontece pelo colonoscópio, e o preparo é o do intestino: preparo para colonoscopia.
- O que levar
- Pedido médico, documento com foto e os exames que motivaram a biópsia, como laudos de imagem ou de endoscopia; o patologista usa as informações clínicas para compor o laudo.
Como é feito
A coleta depende do órgão. A SBP descreve, por exemplo, a biópsia por agulha: depois da desinfecção da pele e de anestesia local, uma agulha fina chega até a lesão para retirar células. O INCA descreve a biópsia do intestino, feita por aparelho introduzido pelo reto, o colonoscópio. Em outros casos, a coleta é feita em consultório ou em cirurgia. A SBP resume que a sensação é relativa e depende do órgão biopsiado.
Logo depois da retirada, a amostra vai para um fixador, uma solução de formol tamponado que preserva as células. Segundo a SBP, o material fica no fixador em temperatura ambiente por um período entre 12 e 24 horas e não deve passar de 48 horas. No laboratório de patologia, o médico patologista examina a peça a olho nu, etapa chamada macroscopia, e o material passa pelo processamento histológico.
No processamento, os fragmentos são incluídos em parafina, e o bloco é cortado em um aparelho chamado micrótomo, em fatias de três a cinco micrômetros. Os cortes vão para lâminas de vidro, são corados e analisados ao microscópio. Em alguns casos, o patologista pede exames complementares no mesmo bloco, como a imuno-histoquímica ou testes moleculares.
Existe ainda o exame de congelação, feito durante uma cirurgia: o patologista congela o fragmento, corta, cora e examina na hora, para apoiar a decisão do cirurgião. A SBP explica que o material é depois processado da forma convencional, em parafina, como todas as biópsias. A leitura do laudo é do médico que pediu o exame.
Prazo do resultado
O prazo do laudo varia muito: depende do tipo de material, do tempo de fixação, do processamento e de exames complementares; o serviço informa a previsão na entrega do material, e ela varia por unidade.
Tipo de estabelecimento
A coleta é feita em consultório, serviço de endoscopia, ambulatório ou centro cirúrgico, com agendamento; a análise é feita em laboratório de anatomia patológica, que recebe o material do serviço.
Cobertura pelo plano
Consta no Rol da ANS
Versão consultada: RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026.
Segmentação em que a cobertura mínima se aplica: ambulatorial, hospitalar com obstetrícia, hospitalar sem obstetrícia e referência.
Termo no Rol: Procedimento diagnóstico anatomopatológico em material proveniente de biópsias simples, paaf, "imprint" e "cell-block".
A cobertura mínima dos planos segue o Rol da ANS, conforme a segmentação: ambulatorial, hospitalar com ou sem obstetrícia, ou referência. O Rol vale para contratos a partir de 2 de janeiro de 1999 e para os antigos adaptados à Lei dos Planos de Saúde.
Há dois procedimentos distintos: a retirada do material, que segue a cobertura do procedimento em que é feita (consultório, endoscopia, cirurgia), e o exame anatomopatológico, que o Rol descreve como procedimento diagnóstico em material de biópsias simples, punção aspirativa, imprint e cell-block. Biópsia feita em internação entra na segmentação hospitalar; a feita em ambulatório, na ambulatorial. O catálogo usado pelo site não associa Diretriz de Utilização a este exame.
Para o seu caso, a operadora informa a segmentação, o laboratório de patologia credenciado, se há autorização prévia e se há carência em curso.
Fonte: Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS. Veja também o que é o Rol da ANS e o caminho quando o plano nega o exame.
Consta no Rol da ANS, RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026. Cobertura mínima obrigatória está sujeita à segmentação do plano, à carência e, quando houver, à diretriz de utilização. Consulte sua operadora.
Pelo SUS
Gratuito para o paciente
Pelo SUS, a biópsia e o exame anatomopatológico são gratuitos para o paciente. A tabela do SUS tem um procedimento geral de exame anatomopatológico por congelamento ou parafina, para peça cirúrgica ou biópsia, e procedimentos separados para o colo do útero e para a mama: veja biópsia do colo do útero e biópsia de mama.
A biópsia é pedida pelo médico que acompanha o caso, muitas vezes um especialista a que o paciente chegou por encaminhamento da UBS, e a coleta é feita no serviço de referência definido pela regulação local. O material segue do próprio serviço para o laboratório de anatomia patológica, e o laudo volta para o médico que acompanha o caso. Veja como conseguir exame pelo SUS.
Como conseguir exame pelo SUSValor de referência de repasse do SIGTAP: R$ 40,78 (procedimento 02.03.02.003-0, EXAME ANATOMO-PATOLÓGICO PARA CONGELAMENTO / PARAFINA POR PEÇA CIRURGICA OU POR BIOPSIA (EXCETO COLO UTERINO E MAMA)), competência setembro de 2026. É o que o SUS repassa ao prestador que fez o exame, não um valor cobrado do paciente. O que é o valor do SIGTAP.
Onde fazer
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Estabelecimentos de anatomia patológica do cadastro nacional (CNES), com endereço e telefone. O site não agenda: o contato é direto com a unidade, que confirma se faz o exame e qual preparo pede.
Outra cidade?
Dúvidas frequentes
Biópsia precisa de jejum?
Depende do tipo de biópsia. A feita em consultório com anestesia local e a feita durante endoscopia ou cirurgia têm preparos diferentes, e nas feitas durante outro procedimento vale o jejum dele. O serviço que faz a coleta informa.
Biópsia dói?
A SBP explica que depende do órgão: em alguns casos é usada anestesia local, em outros nem isso, e a anestesia geral fica para as coletas feitas em cirurgia.
Fazer biópsia quer dizer que é câncer?
Não necessariamente. A SBP lembra que muitas outras doenças também são diagnosticadas por biópsia, e que ela é pedida sempre que há necessidade de esclarecer uma suspeita.
Quanto tempo demora o resultado da biópsia?
Não há prazo único. O material passa por fixação, processamento, cortes e análise, e às vezes por exames complementares; o serviço informa a previsão na entrega do material.
Tem biópsia pelo SUS?
Tem. O exame anatomopatológico está na tabela de procedimentos do SUS e é gratuito; o pedido parte do médico que acompanha o caso, e a coleta segue a rede de referência do município.
Fontes e revisão
- Biópsia: entenda o que é e para que serve, Sociedade Brasileira de Patologia (SBP).
- Passo a passo da biópsia: o caminho do seu exame até o microscópio, Sociedade Brasileira de Patologia (SBP).
- Da biópsia ao diagnóstico: como é realizado o trabalho do patologista, Sociedade Brasileira de Patologia (SBP).
- Exame de biópsia de congelação: significado e importância, Sociedade Brasileira de Patologia (SBP).
- Câncer de intestino: versão para população, Instituto Nacional de Câncer (INCA).
- O que o seu plano de saúde deve cobrir?, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Última revisão em 28 de setembro de 2026. O conteúdo é revisado ao menos uma vez por ano e sempre que a fonte muda. Veja a política editorial e a fonte dos dados.