O preparo, item a item
- Jejum
- O manual do Hospital Universitário Júlio Bandeira (UFCG) aconselha 4 horas de jejum para a dosagem de T3, e o HU-USP pede no mínimo 3 horas para exames de sangue acima de 5 anos. A Prefeitura de Belo Horizonte não exige jejum para hormônios da tireoide. Se o pedido traz glicemia ou triglicérides, vale o jejum mais longo.
- Água
- Água pura é liberada durante o jejum nas instruções do HU-USP e da Prefeitura de Belo Horizonte.
- Remédio da tireoide
- O horário da última dose importa para o laboratório e para o médico. Nas respostas ao público, a SBEM pergunta se a levotiroxina estava sendo tomada quando o sangue foi colhido e cita a amiodarona entre os medicamentos que alteram os hormônios tireoidianos. Tomar, adiar ou manter a dose no dia da coleta é combinado com quem prescreveu, e o laboratório registra o que você informar.
- Outros medicamentos
- A SBEM lembra que excesso de estrógenos, por exemplo, interfere na dosagem de T4 total. Por isso vale informar ao laboratório anticoncepcional, reposição hormonal, suplementos e qualquer remédio de uso contínuo, sem mudar o uso por conta própria.
- Gestação
- A SBEM informa que os valores de referência do TSH, pedido quase sempre junto com o T3, diferem conforme a faixa etária e a presença de gestação. Se estiver grávida, conte ao laboratório no atendimento.
- O que levar
- Pedido médico, documento de identidade com foto e, se tiver, resultados anteriores de TSH e T4, que ajudam o médico a comparar.
Como é feito
O T3 é dosado no soro, a partir de uma coleta de sangue venoso comum, em geral na dobra do braço. Não há sedação nem contraste, e a sensação costuma ser só a da picada da agulha. Quando TSH, T4 livre e T3 vêm no mesmo pedido, a coleta costuma ser uma só.
T3 total e T3 livre são dosagens diferentes: na tabela TUSS, cada uma tem o seu código, e ainda existem T3 reverso e a prova de função tireoidiana que junta T3, T4 e TSH. A SBEM trata o T3 livre, assim como o T3 reverso e o TRAb, como exame de casos excepcionais, fora do rastreamento de pessoas sem sintomas. O laboratório faz o que está escrito no pedido.
A SBEM também registra, em posicionamento oficial, que dosagens hormonais como T3, T4 e TSH não fazem parte da avaliação de carências nutricionais. É uma orientação aos profissionais sobre quando o exame tem utilidade clínica.
O valor de referência vem no laudo e varia por laboratório e por método. A leitura do T3, sempre junto com TSH e T4 livre, é do médico.
Prazo do resultado
Em geral, de 1 a alguns dias úteis: o HU da UFCG libera exames de hormônios em até 30 horas; o prazo varia por unidade e por método.
Tipo de estabelecimento
Laboratório clínico ou posto de coleta; a coleta costuma ser por ordem de chegada ou com hora marcada, conforme o laboratório, e na rede pública a unidade de saúde orienta onde colher.
Cobertura pelo plano
Consta no Rol da ANS
Versão consultada: RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026.
Segmentação em que a cobertura mínima se aplica: ambulatorial, hospitalar com obstetrícia, hospitalar sem obstetrícia e referência.
Termo no Rol: Triiodotironina (T3).
A cobertura mínima dos planos segue o Rol da ANS, aplicado conforme a segmentação do contrato: ambulatorial, hospitalar com ou sem obstetrícia, ou referência. O Rol vale para contratos a partir de 2 de janeiro de 1999 e para os antigos adaptados à Lei dos Planos de Saúde.
Pedido em consulta e colhido em laboratório, o T3 se enquadra na segmentação ambulatorial, que o plano referência também inclui. Na tabela TUSS, a triiodotironina aparece como T3 pesquisa e/ou dosagem, e o T3 livre tem código próprio. O catálogo usado pelo site não associa Diretriz de Utilização ao T3.
Para saber do seu contrato, a operadora informa a segmentação, os laboratórios credenciados, se o pedido exige autorização e se há carência em curso.
Fonte: Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS. Veja também o que é o Rol da ANS e o caminho quando o plano nega o exame.
Consta no Rol da ANS, RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026. Cobertura mínima obrigatória está sujeita à segmentação do plano, à carência e, quando houver, à diretriz de utilização. Consulte sua operadora.
Pelo SUS
Gratuito para o paciente
Pelo SUS, a dosagem de T3 é gratuita para o paciente e está na tabela de procedimentos, no grupo de exames hormonais. O pedido costuma sair da consulta na UBS ou do ambulatório de endocrinologia, e a coleta segue o fluxo do município.
Em Alagoas, por exemplo, a coleta de T3 no laboratório da Uncisal é agendada pelo Sisreg no mesmo local da consulta, com cartão SUS e pedido médico. O caminho geral está em como conseguir exame pelo SUS.
Como conseguir exame pelo SUSValor de referência de repasse do SIGTAP: R$ 8,71 (procedimento 02.02.06.039-0, DOSAGEM DE TRIIODOTIRONINA (T3)), competência setembro de 2026. É o que o SUS repassa ao prestador que fez o exame, não um valor cobrado do paciente. O que é o valor do SIGTAP.
Onde fazer
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sem telefone no cadastro
Estabelecimentos de laboratório clínico do cadastro nacional (CNES), com endereço e telefone. O site não agenda: o contato é direto com a unidade, que confirma se faz o exame e qual preparo pede.
Outra cidade?
Exames relacionados
Dúvidas frequentes
Exame de T3 precisa de jejum?
Depende do laboratório. O manual da UFCG aconselha 4 horas, o HU-USP pede no mínimo 3 horas para exame de sangue e a Prefeitura de Belo Horizonte dispensa jejum para os hormônios da tireoide. Se vier com glicemia ou colesterol no mesmo pedido, vale o jejum mais longo.
Posso tomar a levotiroxina antes do exame de T3?
Isso é combinado com o médico que prescreveu. A SBEM considera importante saber se o remédio estava sendo tomado quando o sangue foi colhido, então informe ao laboratório o uso e o horário da última dose.
Qual a diferença entre T3 total e T3 livre?
São dosagens diferentes da mesma molécula, feitas por métodos próprios e com códigos separados na tabela TUSS. O laboratório faz a que está escrita no pedido, e a SBEM reserva o T3 livre para casos excepcionais.
Qual o valor de referência do T3?
O valor de referência está no laudo e varia por laboratório e por método. A leitura do resultado é do médico, junto com TSH e T4 livre.
Tem exame de T3 pelo SUS?
Tem. A dosagem de triiodotironina está na tabela de procedimentos do SUS e é gratuita para o paciente; o pedido sai da consulta na UBS ou no ambulatório de especialidade.
Fontes e revisão
- Principais exames da tireoide, Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
- Perguntas e respostas: exames, Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
- Posicionamento: dosagens hormonais e doenças tireoidianas, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
- Dosagem de T3: triiodotironina, Governo de Alagoas, Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal).
- Manual de orientações de preparo para exames ambulatoriais (MA.UAD.004), Hospital Universitário Júlio Bandeira de Mello (HUJB-UFCG/Ebserh).
- Instrução de coleta IC BIO 001: sangue, procedimentos gerais, Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP).
- Preparo para exames, Prefeitura de Belo Horizonte, Secretaria Municipal de Saúde.
Última revisão em 28 de setembro de 2026. O conteúdo é revisado ao menos uma vez por ano e sempre que a fonte muda. Veja a política editorial e a fonte dos dados.