O preparo, item a item
- Alimentação
- A orientação da Prefeitura de Campinas pede que a pessoa chegue alimentada, porque o laboratório não tem serviço de nutrição durante a noite; o desjejum é servido depois do exame.
- Cafeína, álcool e cochilo
- A mesma orientação pede para evitar café, refrigerante de cola, chá preto e chimarrão, porque o efeito estimulante da cafeína pode durar até sete horas e dificultar o início do sono, e para evitar bebida alcoólica no dia do exame, porque o álcool pode fazer a pessoa despertar várias vezes durante a noite. Cochilos durante o dia também são desaconselhados.
- Cabelo e pele
- Cabelos limpos, lavados com xampu ou sabonete neutro, sem creme, gel ou laquê. Quem tem alergia a éter, acetona ou outro produto avisa o técnico no dia do exame, segundo a orientação de Campinas.
- Medicamentos
- O protocolo de São Paulo pede que o pedido informe os medicamentos em uso, com atenção aos benzodiazepínicos. A conduta com cada remédio na noite do exame é combinada com quem prescreveu, e o técnico do laboratório é informado.
- O que levar
- Pedido médico ou guia, pijama confortável, chinelo, escova de dente, escova de cabelo e itens de higiene; o próprio travesseiro é permitido. A orientação de Campinas dispensa acompanhante, e o Hospital das Forças Armadas pede o pedido do exame e documento com foto.
Como é feito
No tipo I, a pessoa dorme no laboratório do sono. Ela chega à noite, responde a um questionário sobre a rotina do dia, e o técnico fixa vários sensores pelo corpo, sem nada que atravesse a pele, por isso o exame é indolor. Não são usados sedativos para induzir o sono. No Hospital das Forças Armadas, o exame começa às 19h30 e termina por volta das 6h30 do dia seguinte; em Campinas, a alta é por volta das 6h, depois de um novo questionário sobre a noite e do desjejum.
O protocolo de São Paulo descreve os 4 tipos. O tipo I mede fluxo de ar, oxigenação, frequência cardíaca e respiratória, posição do corpo, esforço respiratório, eletroencefalograma, eletro-oculograma, eletromiograma, eletrocardiograma, intensidade do ronco e movimento das pernas. O tipo II mede o mesmo em casa, com técnico. O tipo III, também chamado de teste domiciliar de apneia do sono, mede fluxo de ar, oxigenação, frequência cardíaca e respiratória, posição e esforço respiratório, em casa e sem técnico. O tipo IV mede só 1 ou 2 parâmetros.
No tipo III, a pessoa retira o aparelho no prestador e dorme com ele em casa; o protocolo de São Paulo sugere buscar o aparelho de preferência com um acompanhante, que pode ajudar no manuseio. O mesmo protocolo lista situações em que o serviço municipal não faz o exame domiciliar, como uso de oxigênio em casa ou de CPAP. A Associação Brasileira do Sono mantém credenciamento próprio de laboratórios e de serviços de polissonografia domiciliar.
Há variações do mesmo exame. O Hospital das Forças Armadas oferece a polissonografia de noite inteira, a polissonografia com CPAP e o teste das múltiplas latências do sono, e o item do Rol da ANS inclui a polissonografia com teste de CPAP ou BIPAP nasal. O pedido médico diz qual delas será feita, e a Secretaria de São Paulo registra que parte dessas variações fica fora do que o seu prestador atual realiza.
Prazo do resultado
O laudo depende da análise da gravação da noite inteira: no Hospital das Forças Armadas, o prazo de entrega é de 30 dias úteis. O prazo varia por unidade e pelo tipo de exame.
Tipo de estabelecimento
Laboratório do sono de hospital ou clínica de medicina do sono, sempre com agendamento; no tipo domiciliar, o aparelho é retirado no prestador e usado em casa.
Cobertura pelo plano
Consta no Rol da ANS
Versão consultada: RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026.
Cobertura mínima prevista só na segmentação hospitalar com obstetrícia, hospitalar sem obstetrícia e referência, sem a ambulatorial.
Termo no Rol: Polissonografia com eeg de noite inteira com ou sem teste de cpap/bipap nasal (inclui polissonogramas).
Na polissonografia, o mecanismo da cobertura tem uma particularidade: a cobertura mínima da ANS costuma se aplicar aos planos hospitalar com ou sem obstetrícia e referência, e o item do Rol não traz a segmentação ambulatorial. A ANS explica que a lista obrigatória depende do tipo de plano (ambulatorial, hospitalar com ou sem obstetrícia, referência ou odontológico). O mecanismo geral está em o Rol da ANS.
Não há diretriz de utilização da ANS ligada a este exame. O item do Rol descreve a polissonografia com EEG de noite inteira, com ou sem teste de CPAP ou BIPAP nasal, incluindo os polissonogramas. Carência e rede dependem do contrato (veja carência para exames), e a operadora confirma a segmentação do seu plano e quais laboratórios do sono estão na rede.
Fonte: Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS. Veja também o que é o Rol da ANS e o caminho quando o plano nega o exame.
Consta no Rol da ANS, RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026. Cobertura mínima obrigatória está sujeita à segmentação do plano, à carência e, quando houver, à diretriz de utilização. Consulte sua operadora.
Pelo SUS
Gratuito para o paciente
Pelo SUS, a polissonografia é gratuita para o paciente e tem código próprio na tabela SIGTAP, com o nome oficial POLISSONOGRAFIA, entre os procedimentos de diagnóstico em neurologia. A oferta depende da rede de cada lugar: é um exame especializado, e o acesso passa pela regulação, que o Ministério da Saúde descreve como a ordenação dos fluxos de acesso aos serviços.
Em São Paulo, a Secretaria Municipal de Saúde oferece os tipos I e III, com critérios de pedido por diagnóstico, idade e peso, e a central de regulação classifica a prioridade de cada caso. O caminho usual começa na UBS, segue para o especialista, que faz o pedido, e termina no agendamento pela regulação. O passo a passo geral está em como conseguir exame pelo SUS.
Como conseguir exame pelo SUSValor de referência de repasse do SIGTAP: R$ 125,00 (procedimento 02.11.05.010-5, POLISSONOGRAFIA), competência setembro de 2026. É o que o SUS repassa ao prestador que fez o exame, não um valor cobrado do paciente. O que é o valor do SIGTAP.
Onde fazer
Laboratórios e clínicas do cadastro nacional (CNES), com endereço e telefone. O site não agenda: o contato é direto com a unidade, que confirma se faz o exame e qual preparo pede.
Outra cidade?
Exames relacionados
Dúvidas frequentes
Polissonografia precisa de jejum?
Não há jejum exigido nas orientações consultadas: a Prefeitura de Campinas pede que a pessoa chegue alimentada, porque o laboratório não serve refeição à noite. O que se evita no dia é cafeína, álcool e cochilo.
Como é feito o exame de polissonografia?
No tipo I, a pessoa dorme no laboratório do sono com sensores fixados pelo corpo, sem agulha e sem sedativo, e o exame vai do início da noite até cerca de 6h da manhã. A noite é monitorada pelos aparelhos, e o registro é analisado depois para o laudo.
Posso fazer polissonografia em casa?
Existe a polissonografia domiciliar: o tipo III mede menos parâmetros e é feito sem técnico, com aparelho retirado no prestador. Qual tipo é pedido depende da avaliação do médico, e há situações em que o serviço não faz a versão domiciliar.
Quanto tempo demora o resultado da polissonografia?
O laudo sai depois da análise da gravação: no Hospital das Forças Armadas, o prazo é de 30 dias úteis. O prazo varia por unidade e pelo tipo de exame.
O plano de saúde cobre polissonografia?
A cobertura mínima da ANS para a polissonografia costuma se aplicar aos planos hospitalar e referência; o item do Rol não traz a segmentação ambulatorial e não tem diretriz de utilização. A operadora confirma a segmentação do seu contrato.
Polissonografia tem pelo SUS?
Tem código próprio na tabela SIGTAP e é gratuita para o paciente, mas a oferta depende da rede local e o acesso passa pela regulação. Em São Paulo, a Secretaria Municipal oferece os tipos I e III.
Fontes e revisão
- Protocolo de acesso ao exame de polissonografia, Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, Coordenadoria de Regulação, Central de Exames.
- Exame de polissonografia: recomendações para o exame (Anexo III), Prefeitura Municipal de Campinas, Secretaria de Saúde, Central Municipal de Regulação.
- Laboratório do Sono, Hospital das Forças Armadas (HFA).
- Credenciamento de Polissonografia Domiciliar, Associação Brasileira do Sono (ABS).
- O que o seu plano de saúde deve cobrir?, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
- Regulação, Ministério da Saúde.
Última revisão em 28 de setembro de 2026. O conteúdo é revisado ao menos uma vez por ano e sempre que a fonte muda. Veja a política editorial e a fonte dos dados.