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Polissonografia: preparo, cobertura e onde fazer

Por Redação do Exames Perto. Publicado em (revisão da mesma data).

A polissonografia é o exame do sono: registra, durante a noite, a atividade elétrica do cérebro, os movimentos dos olhos, a atividade muscular, os batimentos do coração, o fluxo de ar e o esforço para respirar, a oxigenação do sangue, o ronco, a posição do corpo e os movimentos das pernas. O protocolo da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo classifica o exame em 4 tipos, do mais completo, feito no laboratório do sono, ao mais simples, feito em casa com poucos sensores.

O exame costuma ser pedido na investigação de distúrbios do sono, para dar ao médico dados sobre o sono, o ronco, os distúrbios respiratórios e os movimentos e comportamentos anormais durante a noite, como descreve a orientação da Prefeitura de Campinas. No protocolo de São Paulo, o pedido parte de neurologista, pneumologista, otorrinolaringologista ou cardiologista. Quem decide o tipo de exame e lê o laudo é o médico.

O preparo, item a item

Alimentação
A orientação da Prefeitura de Campinas pede que a pessoa chegue alimentada, porque o laboratório não tem serviço de nutrição durante a noite; o desjejum é servido depois do exame.
Cafeína, álcool e cochilo
A mesma orientação pede para evitar café, refrigerante de cola, chá preto e chimarrão, porque o efeito estimulante da cafeína pode durar até sete horas e dificultar o início do sono, e para evitar bebida alcoólica no dia do exame, porque o álcool pode fazer a pessoa despertar várias vezes durante a noite. Cochilos durante o dia também são desaconselhados.
Cabelo e pele
Cabelos limpos, lavados com xampu ou sabonete neutro, sem creme, gel ou laquê. Quem tem alergia a éter, acetona ou outro produto avisa o técnico no dia do exame, segundo a orientação de Campinas.
Medicamentos
O protocolo de São Paulo pede que o pedido informe os medicamentos em uso, com atenção aos benzodiazepínicos. A conduta com cada remédio na noite do exame é combinada com quem prescreveu, e o técnico do laboratório é informado.
O que levar
Pedido médico ou guia, pijama confortável, chinelo, escova de dente, escova de cabelo e itens de higiene; o próprio travesseiro é permitido. A orientação de Campinas dispensa acompanhante, e o Hospital das Forças Armadas pede o pedido do exame e documento com foto.

Como é feito

No tipo I, a pessoa dorme no laboratório do sono. Ela chega à noite, responde a um questionário sobre a rotina do dia, e o técnico fixa vários sensores pelo corpo, sem nada que atravesse a pele, por isso o exame é indolor. Não são usados sedativos para induzir o sono. No Hospital das Forças Armadas, o exame começa às 19h30 e termina por volta das 6h30 do dia seguinte; em Campinas, a alta é por volta das 6h, depois de um novo questionário sobre a noite e do desjejum.

O protocolo de São Paulo descreve os 4 tipos. O tipo I mede fluxo de ar, oxigenação, frequência cardíaca e respiratória, posição do corpo, esforço respiratório, eletroencefalograma, eletro-oculograma, eletromiograma, eletrocardiograma, intensidade do ronco e movimento das pernas. O tipo II mede o mesmo em casa, com técnico. O tipo III, também chamado de teste domiciliar de apneia do sono, mede fluxo de ar, oxigenação, frequência cardíaca e respiratória, posição e esforço respiratório, em casa e sem técnico. O tipo IV mede só 1 ou 2 parâmetros.

No tipo III, a pessoa retira o aparelho no prestador e dorme com ele em casa; o protocolo de São Paulo sugere buscar o aparelho de preferência com um acompanhante, que pode ajudar no manuseio. O mesmo protocolo lista situações em que o serviço municipal não faz o exame domiciliar, como uso de oxigênio em casa ou de CPAP. A Associação Brasileira do Sono mantém credenciamento próprio de laboratórios e de serviços de polissonografia domiciliar.

Há variações do mesmo exame. O Hospital das Forças Armadas oferece a polissonografia de noite inteira, a polissonografia com CPAP e o teste das múltiplas latências do sono, e o item do Rol da ANS inclui a polissonografia com teste de CPAP ou BIPAP nasal. O pedido médico diz qual delas será feita, e a Secretaria de São Paulo registra que parte dessas variações fica fora do que o seu prestador atual realiza.

Prazo do resultado

O laudo depende da análise da gravação da noite inteira: no Hospital das Forças Armadas, o prazo de entrega é de 30 dias úteis. O prazo varia por unidade e pelo tipo de exame.

Tipo de estabelecimento

Laboratório do sono de hospital ou clínica de medicina do sono, sempre com agendamento; no tipo domiciliar, o aparelho é retirado no prestador e usado em casa.

Cobertura pelo plano

Consta no Rol da ANS

Versão consultada: RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026.

Cobertura mínima prevista só na segmentação hospitalar com obstetrícia, hospitalar sem obstetrícia e referência, sem a ambulatorial.

Termo no Rol: Polissonografia com eeg de noite inteira com ou sem teste de cpap/bipap nasal (inclui polissonogramas).

Na polissonografia, o mecanismo da cobertura tem uma particularidade: a cobertura mínima da ANS costuma se aplicar aos planos hospitalar com ou sem obstetrícia e referência, e o item do Rol não traz a segmentação ambulatorial. A ANS explica que a lista obrigatória depende do tipo de plano (ambulatorial, hospitalar com ou sem obstetrícia, referência ou odontológico). O mecanismo geral está em o Rol da ANS.

Não há diretriz de utilização da ANS ligada a este exame. O item do Rol descreve a polissonografia com EEG de noite inteira, com ou sem teste de CPAP ou BIPAP nasal, incluindo os polissonogramas. Carência e rede dependem do contrato (veja carência para exames), e a operadora confirma a segmentação do seu plano e quais laboratórios do sono estão na rede.

Fonte: Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS. Veja também o que é o Rol da ANS e o caminho quando o plano nega o exame.

Consta no Rol da ANS, RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026. Cobertura mínima obrigatória está sujeita à segmentação do plano, à carência e, quando houver, à diretriz de utilização. Consulte sua operadora.

Pelo SUS

Gratuito para o paciente

Pelo SUS, a polissonografia é gratuita para o paciente e tem código próprio na tabela SIGTAP, com o nome oficial POLISSONOGRAFIA, entre os procedimentos de diagnóstico em neurologia. A oferta depende da rede de cada lugar: é um exame especializado, e o acesso passa pela regulação, que o Ministério da Saúde descreve como a ordenação dos fluxos de acesso aos serviços.

Em São Paulo, a Secretaria Municipal de Saúde oferece os tipos I e III, com critérios de pedido por diagnóstico, idade e peso, e a central de regulação classifica a prioridade de cada caso. O caminho usual começa na UBS, segue para o especialista, que faz o pedido, e termina no agendamento pela regulação. O passo a passo geral está em como conseguir exame pelo SUS.

Como conseguir exame pelo SUS

Valor de referência de repasse do SIGTAP: R$ 125,00 (procedimento 02.11.05.010-5, POLISSONOGRAFIA), competência setembro de 2026. É o que o SUS repassa ao prestador que fez o exame, não um valor cobrado do paciente. O que é o valor do SIGTAP.

Onde fazer

Laboratórios e clínicas do cadastro nacional (CNES), com endereço e telefone. O site não agenda: o contato é direto com a unidade, que confirma se faz o exame e qual preparo pede.

Outra cidade?

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Dúvidas frequentes

Polissonografia precisa de jejum?

Não há jejum exigido nas orientações consultadas: a Prefeitura de Campinas pede que a pessoa chegue alimentada, porque o laboratório não serve refeição à noite. O que se evita no dia é cafeína, álcool e cochilo.

Como é feito o exame de polissonografia?

No tipo I, a pessoa dorme no laboratório do sono com sensores fixados pelo corpo, sem agulha e sem sedativo, e o exame vai do início da noite até cerca de 6h da manhã. A noite é monitorada pelos aparelhos, e o registro é analisado depois para o laudo.

Posso fazer polissonografia em casa?

Existe a polissonografia domiciliar: o tipo III mede menos parâmetros e é feito sem técnico, com aparelho retirado no prestador. Qual tipo é pedido depende da avaliação do médico, e há situações em que o serviço não faz a versão domiciliar.

Quanto tempo demora o resultado da polissonografia?

O laudo sai depois da análise da gravação: no Hospital das Forças Armadas, o prazo é de 30 dias úteis. O prazo varia por unidade e pelo tipo de exame.

O plano de saúde cobre polissonografia?

A cobertura mínima da ANS para a polissonografia costuma se aplicar aos planos hospitalar e referência; o item do Rol não traz a segmentação ambulatorial e não tem diretriz de utilização. A operadora confirma a segmentação do seu contrato.

Polissonografia tem pelo SUS?

Tem código próprio na tabela SIGTAP e é gratuita para o paciente, mas a oferta depende da rede local e o acesso passa pela regulação. Em São Paulo, a Secretaria Municipal oferece os tipos I e III.

Fontes e revisão

  1. Protocolo de acesso ao exame de polissonografia, Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, Coordenadoria de Regulação, Central de Exames.
  2. Exame de polissonografia: recomendações para o exame (Anexo III), Prefeitura Municipal de Campinas, Secretaria de Saúde, Central Municipal de Regulação.
  3. Laboratório do Sono, Hospital das Forças Armadas (HFA).
  4. Credenciamento de Polissonografia Domiciliar, Associação Brasileira do Sono (ABS).
  5. O que o seu plano de saúde deve cobrir?, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
  6. Regulação, Ministério da Saúde.

Última revisão em 28 de setembro de 2026. O conteúdo é revisado ao menos uma vez por ano e sempre que a fonte muda. Veja a política editorial e a fonte dos dados.