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Densitometria óssea: preparo, cobertura e onde fazer

Por Redação do Exames Perto. Publicado em (revisão da mesma data).

A densitometria óssea mede a densidade mineral dos ossos. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Osteoporose, aprovado pelo Ministério da Saúde em 2025, descreve a medida em gramas por centímetro quadrado na coluna lombar, no fêmur total, no colo do fêmur ou no terço médio do rádio. Na tabela do SUS, o procedimento aparece como densitometria óssea duo-energética de coluna e fêmur, e a classificação oficial do IBGE põe a densitometria entre os serviços de imagem com uso de radiação ionizante.

O médico costuma pedir a densitometria na investigação e no acompanhamento da osteoporose. Sobre o rastreamento, a posição oficial do PCDT é que o rastreamento populacional amplo e aleatório com densitometria não é preconizado, por causa do custo, e que o rastreamento da densidade óssea está previsto para mulheres a partir de 65 anos, homens a partir de 70 anos e pessoas com fatores de risco para osteoporose, como baixo peso, fratura anterior, uso de certos medicamentos ou doenças que afetam os ossos. Essa é a recomendação do protocolo oficial; a decisão para cada pessoa é do profissional de saúde.

O preparo, item a item

Jejum
A orientação do Hospital das Clínicas da UFPE (HC-UFPE) registra que não é necessário jejum para a densitometria óssea.
Cálcio
O HC-UFPE traz orientação específica sobre remédios e suplementos que contêm cálcio nas 24 horas anteriores ao exame. Como envolve remédio ou suplemento, qualquer ajuste é combinado com quem prescreveu, e o serviço informa a regra dele na marcação.
Outros exames
O HC-UFPE pede intervalo de pelo menos 48 horas depois de exames com contraste radiológico, como bário, iodo ou lipiodol, e de pelo menos 24 horas depois de exames de medicina nuclear com radiotraçador, principalmente a cintilografia óssea. Informe na marcação se fez algum desses exames recentemente.
Roupa
O HC-UFPE orienta roupa confortável e sem excesso de objetos metálicos, principalmente na região lombar e da cintura.
Gestação
O HC-UFPE pede que gestantes ou mulheres com suspeita de gestação avisem o médico e a equipe no dia do exame. A equipe avalia cada caso.
O que levar
Pedido médico, documento e densitometrias anteriores. O PCDT recomenda usar o mesmo equipamento nas comparações ao longo do tempo, e o laudo anterior ajuda a equipe nessa comparação.

Como é feito

A pessoa fica deitada na mesa do aparelho, parada, enquanto o equipamento faz a medida nas regiões pedidas, em geral a coluna lombar e o fêmur, as mesmas que aparecem no nome do procedimento na tabela do SUS. Não há agulha, contraste nem sedação.

A densitometria usa raios X em dois níveis de energia, o que dá o nome duo-energética ao procedimento na tabela do SUS. Como todo exame com radiação ionizante, ela segue a Resolução RDC nº 611/2022 da Anvisa, que exige a observação dos princípios da justificação, da otimização e da limitação da dose em todos os procedimentos de radiologia e obriga o aviso para que mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez informem o médico ou o técnico antes do exame.

O PCDT descreve a densitometria no início do acompanhamento e a repetição do exame depois do início do tratamento, até a massa óssea ficar estável, com o seguimento posterior guiado pela avaliação clínica. O mesmo protocolo registra que, quando a densitometria não está disponível, a presença de fraturas por fragilidade e a ferramenta FRAX, que estima o risco de fratura em 10 anos, podem ser usadas para estratificar o risco. Quem pede e interpreta é o médico.

Prazo do resultado

Em geral, alguns dias úteis; o prazo varia por unidade e por serviço, que informa a data de entrega no atendimento.

Tipo de estabelecimento

Em clínica de imagem ou serviço de radiologia com densitômetro, com agendamento. Veja laboratórios e clínicas.

Cobertura pelo plano

Consta no Rol da ANS

Versão consultada: RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026.

Segmentação em que a cobertura mínima se aplica: ambulatorial, hospitalar com obstetrícia, hospitalar sem obstetrícia e referência.

Termo no Rol: Densitometria óssea - qualquer segmento.

Nos planos de saúde, a cobertura mínima obrigatória segue o Rol da ANS e a segmentação do contrato. Pelo catálogo do Rol, a densitometria óssea de qualquer segmento se liga às segmentações ambulatorial, hospitalar com e sem obstetrícia e referência, sem diretriz de utilização. A ANS explica que a lista vale para os planos contratados a partir de 2 de janeiro de 1999 e para os antigos adaptados.

Cumprida a carência, a ANS fixa prazo máximo de 10 dias úteis para os serviços de diagnóstico em regime ambulatorial na rede credenciada. O pedido de coluna e fêmur, o de um segmento e o de corpo inteiro têm códigos diferentes na tabela usada pelos planos, e a autorização segue o código do pedido. A operadora confirma o que o seu contrato prevê.

Fonte: Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS. Veja também o que é o Rol da ANS e o caminho quando o plano nega o exame.

Consta no Rol da ANS, RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026. Cobertura mínima obrigatória está sujeita à segmentação do plano, à carência e, quando houver, à diretriz de utilização. Consulte sua operadora.

Pelo SUS

Gratuito para o paciente

Pelo SUS a densitometria é gratuita para o paciente. Na tabela do SUS, o procedimento é classificado como de alta complexidade, e por isso o acesso passa pela regulação: o pedido costuma sair da Unidade Básica de Saúde ou de um ambulatório de especialidade e segue para a central de regulação do município ou do estado, que marca a vaga em um serviço com o aparelho. O Ministério da Saúde descreve o SISREG como o sistema usado para regular exames de média e alta complexidade.

O PCDT da Osteoporose é de caráter nacional e é usado pelas secretarias de saúde na regulação do acesso, na autorização e no registro dos procedimentos correspondentes. A oferta de densitômetros varia muito entre regiões. Veja como conseguir exame pelo SUS.

Como conseguir exame pelo SUS

Valor de referência de repasse do SIGTAP: R$ 55,10 (procedimento 02.04.06.002-8, DENSITOMETRIA OSSEA DUO-ENERGETICA DE COLUNA (VERTEBRAS LOMBARES E/OU FEMUR)), competência setembro de 2026. É o que o SUS repassa ao prestador que fez o exame, não um valor cobrado do paciente. O que é o valor do SIGTAP.

Onde fazer

Procurando a cidade mais próxima pela sua conexão...

Estabelecimentos de densitometria óssea do cadastro nacional (CNES), com endereço e telefone. O site não agenda: o contato é direto com a unidade, que confirma se faz o exame e qual preparo pede.

Outra cidade?

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Dúvidas frequentes

Densitometria óssea precisa de jejum?

Não na orientação do HC-UFPE, que registra que o jejum não é necessário. O cuidado maior é com cálcio nas 24 horas anteriores e com exames recentes de contraste ou medicina nuclear.

Posso tomar cálcio antes da densitometria?

O HC-UFPE traz orientação sobre remédios e suplementos com cálcio nas 24 horas anteriores. Como é remédio ou suplemento, a conduta é combinada com quem prescreveu e confirmada com o serviço.

Com que idade o Ministério da Saúde recomenda densitometria?

O PCDT da Osteoporose não preconiza o rastreamento populacional amplo e prevê o rastreamento para mulheres a partir de 65 anos, homens a partir de 70 e pessoas com fatores de risco. A decisão individual é do profissional de saúde.

A densitometria tem radiação?

Sim, usa raios X, e o IBGE classifica a densitometria entre os serviços de imagem com radiação ionizante. Gestantes ou mulheres com suspeita de gestação avisam a equipe, que avalia.

O plano cobre densitometria óssea?

A cobertura mínima segue o Rol da ANS, e para este exame não há diretriz de utilização; a situação no Rol, com a versão, aparece no bloco de cobertura desta página. No seu caso, depende da segmentação, da carência e do pedido médico.

Tem densitometria pelo SUS?

Sim, é gratuita. Por ser de alta complexidade na tabela do SUS, o pedido passa pela regulação do município ou do estado.

Fontes e revisão

  1. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Osteoporose (Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 22, de 22 de outubro de 2025), Ministério da Saúde.
  2. Preparo para exame: densitometria óssea, Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE/Ebserh).
  3. CNAE 2.3, subclasse 8640-2/05: serviços de diagnóstico por imagem com uso de radiação ionizante, exceto tomografia, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
  4. Resolução RDC nº 611, de 9 de março de 2022: requisitos sanitários para serviços de radiologia diagnóstica ou intervencionista, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), base Anvisalegis.
  5. O que o seu plano de saúde deve cobrir?, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
  6. Prazos máximos de atendimento, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
  7. Regulação, Ministério da Saúde.

Última revisão em 28 de setembro de 2026. O conteúdo é revisado ao menos uma vez por ano e sempre que a fonte muda. Veja a política editorial e a fonte dos dados.