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Exame de vitamina D: preparo, cobertura e onde fazer

Por Redação do Exames Perto. Publicado em (revisão da mesma data).

O exame de vitamina D mede a 25-hidroxivitamina D, ou 25(OH)D, a principal forma da vitamina que circula no sangue. O posicionamento da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) considera essa dosagem a referência para avaliar a reserva de vitamina D do corpo e explica que, por ter meia-vida de 2 a 3 semanas, ela oscila pouco. A 1,25-diidroxivitamina D, forma ativa da vitamina, é outro exame.

As duas sociedades definem uma população de risco para deficiência, na qual o posicionamento recomenda a dosagem: idosos acima de 65 anos, gestantes, pessoas com quedas e fraturas frequentes, após cirurgia bariátrica, em uso de remédios que interferem no metabolismo da vitamina D, com osteoporose e outras doenças osteometabólicas, doença renal crônica, insuficiência hepática, má absorção ou câncer. É a recomendação das duas sociedades; o pedido e a leitura do resultado são do médico.

O preparo, item a item

Jejum
O hospital universitário da UFCG considera aconselhável 4 horas de jejum para a dosagem de 25-hidroxivitamina D; o HU-USP pede no mínimo 3 horas para coletas de sangue em geral acima de 5 anos; a Prefeitura de Belo Horizonte não exige jejum para ela. Se o pedido traz glicemia ou colesterol, costuma valer o jejum mais longo.
Suplementos e biotina
O uso de suplemento de vitamina D é informado no atendimento. A SBEM-SC inclui a 25-OH vitamina D entre os imunoensaios competitivos em que a biotina em dose alta, comum em suplementos para cabelo e unhas, pode gerar resultado falsamente elevado, conforme o método. A conduta com qualquer suplemento é combinada com o médico.
Medicamentos
O posicionamento da SBEM e da SBPC/ML cita anticonvulsivantes, cetoconazol, isoniazida e antirretrovirais entre os remédios associados à deficiência de vitamina D. O uso é informado ao laboratório e ao médico, e mudança de dose é decisão de quem prescreveu.
Água
Água pura é liberada durante o jejum nas instruções do HU-USP e da Prefeitura de Belo Horizonte.
O que levar
Documento com foto e o pedido médico. No HU-USP, criança vai com certidão de nascimento e o documento do responsável.
Mais sobre este preparo

Como é feito

A coleta é de sangue venoso, em geral na dobra do cotovelo, feita em poucos minutos e sem sedação nem contraste. A sensação costuma ser a de uma picada, e o local é comprimido por 1 a 2 minutos depois, como recomenda a SBPC/ML, para evitar hematoma.

O posicionamento descreve dois grupos de métodos. A maioria dos laboratórios usa ensaios de ligação, automatizados, rápidos e de custo menor. A cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas em tandem (LC-MS/MS) é considerada o padrão-ouro pela precisão e baixa interferência, mas exige equipamento caro, equipe especializada e mais tempo por amostra; alguns desses ensaios sofrem interferência do epímero C3, mais presente em crianças com menos de 1 ano.

Segundo o mesmo documento, pode haver variação de até 20% entre métodos diferentes, por imprecisão analítica, efeito de matriz (como a lipemia) e diferenças na ligação à proteína transportadora da vitamina D. Por isso a comparação entre laudos de laboratórios diferentes tem limite, e a leitura fica com o médico.

A vitamina D do corpo vem sobretudo da pele, produzida pela exposição à radiação ultravioleta B do sol; a alimentação, com peixes gordurosos, gema de ovo e produtos fortificados, é fonte bem menos importante, segundo o posicionamento. A 25(OH)D é formada no fígado e, no rim, dá origem à forma ativa.

Prazo do resultado

Em geral, de 1 a 3 dias úteis; no hospital universitário da UFCG, o setor de imunologia e hormônios libera em até 30 horas. O prazo varia por unidade e por método.

Tipo de estabelecimento

Laboratório clínico ou posto de coleta, em geral sem agendamento; o horário de coleta e o método de análise variam por unidade.

Cobertura pelo plano

Consta no Rol da ANS

Versão consultada: RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026.

Segmentação em que a cobertura mínima se aplica: ambulatorial, hospitalar com obstetrícia, hospitalar sem obstetrícia e referência.

Termo no Rol: Vitamina d3 colecalciferol (25-oh-d3).

Para a vitamina D (25-hidroxi), a cobertura mínima definida pela ANS costuma se aplicar às segmentações ambulatorial, hospitalar com ou sem obstetrícia e referência. Na correlação oficial entre o Rol e a tabela TUSS, o item se liga ao código de vitamina D 25-hidroxi (vitamina D3). A dosagem de 1,25-diidroxivitamina D é outro procedimento e fica fora deste item. O mecanismo da lista está em o Rol da ANS.

Não há diretriz de utilização da ANS ligada a este exame. Cumprida a carência, a ANS fixa em 3 dias úteis o prazo máximo para a operadora garantir exame em laboratório de análises clínicas em regime ambulatorial, na rede credenciada. A segmentação e os laboratórios do seu plano são confirmados com a operadora.

Fonte: Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS. Veja também o que é o Rol da ANS e o caminho quando o plano nega o exame.

Consta no Rol da ANS, RN 465/2021, atualizada até a RN 678/2026, de 1º de setembro de 2026. Cobertura mínima obrigatória está sujeita à segmentação do plano, à carência e, quando houver, à diretriz de utilização. Consulte sua operadora.

Pelo SUS

Gratuito para o paciente

Pelo SUS, o exame é gratuito para o paciente. A tabela SIGTAP tem o procedimento DOSAGEM DE 25 HIDROXIVITAMINA D, entre os exames bioquímicos. O caminho começa na UBS, que o Ministério da Saúde descreve como a principal porta de entrada do SUS: o pedido sai da consulta, e a coleta de sangue, procedimento previsto na Carteira de Serviços da Atenção Primária, acontece na unidade ou no laboratório de referência.

A disponibilidade na rede e o tempo de espera dependem da organização de cada município e do laboratório contratado. O passo a passo geral está em como conseguir exame pelo SUS.

Como conseguir exame pelo SUS

Valor de referência de repasse do SIGTAP: R$ 15,24 (procedimento 02.02.01.076-7, DOSAGEM DE 25 HIDROXIVITAMINA D), competência setembro de 2026. É o que o SUS repassa ao prestador que fez o exame, não um valor cobrado do paciente. O que é o valor do SIGTAP.

Onde fazer

Procurando a cidade mais próxima pela sua conexão...

Estabelecimentos de laboratório clínico do cadastro nacional (CNES), com endereço e telefone. O site não agenda: o contato é direto com a unidade, que confirma se faz o exame e qual preparo pede.

Outra cidade?

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Dúvidas frequentes

Exame de vitamina D precisa de jejum?

Depende do laboratório. O hospital universitário da UFCG aconselha 4 horas, o HU-USP pede no mínimo 3 horas para coletas de sangue em geral e a Prefeitura de Belo Horizonte dispensa o jejum para a vitamina D.

Vitamina D 25-OH e 1,25 são o mesmo exame?

Não. A 25-hidroxivitamina D é a forma que circula em maior quantidade e é a medida usada para avaliar a reserva, segundo SBEM e SBPC/ML. A 1,25-diidroxivitamina D é a forma ativa e é dosada em outro exame.

Por que o resultado de vitamina D muda de um laboratório para outro?

O posicionamento da SBEM e da SBPC/ML registra variação de até 20% entre métodos diferentes, por imprecisão analítica, efeito de matriz e diferenças de ligação a proteínas. A comparação entre laudos é feita pelo médico.

Quanto tempo demora o resultado de vitamina D?

Em geral, de 1 a 3 dias úteis; no hospital universitário da UFCG, a área de hormônios libera em até 30 horas. O prazo varia por laboratório e por método.

O plano de saúde cobre exame de vitamina D?

A cobertura mínima da ANS para a vitamina D 25-hidroxi costuma se aplicar às segmentações ambulatorial, hospitalar e referência, sem diretriz de utilização. Carência e rede dependem do contrato, e a operadora confirma o seu caso.

Tem exame de vitamina D pelo SUS?

Tem, gratuito, com código próprio na tabela SIGTAP. O pedido costuma sair de uma consulta na UBS, e a oferta depende da organização da rede do município.

Fontes e revisão

  1. Reference values of 25-hydroxyvitamin D revisited: a position statement from the Brazilian Society of Endocrinology and Metabolism (SBEM) and the Brazilian Society of Clinical Pathology/Laboratory Medicine (SBPC), SBEM e SBPC/ML, Archives of Endocrinology and Metabolism.
  2. Modelo de laudo laboratorial para 25-hidroxivitamina D: recomendações da SBPC/ML e da SBEM, SBPC/ML e SBEM, Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial.
  3. Interferência da biotina em testes de função tireoidiana, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Regional Santa Catarina (SBEM-SC).
  4. Manual de orientações de preparo para exames ambulatoriais (MA.UAD.004), Hospital Universitário Júlio Bandeira de Mello (HUJB-UFCG/Ebserh).
  5. Instrução de coleta IC BIO 001: sangue, procedimentos gerais, Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP).
  6. Preparo para exames, Prefeitura de Belo Horizonte, Secretaria Municipal de Saúde.
  7. Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial para coleta de sangue venoso (2ª edição), Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML).
  8. Carteira de Serviços da Atenção Primária à Saúde (CaSAPS): versão profissionais de saúde e gestores, Ministério da Saúde.
  9. Prazos para realização de consultas, exames, terapias e internações, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Última revisão em 28 de setembro de 2026. O conteúdo é revisado ao menos uma vez por ano e sempre que a fonte muda. Veja a política editorial e a fonte dos dados.